Quarta-feira, 24 de julho de 2013 - 11h50
Uma nova pesquisa nacional revela que 30 pessoas foram assassinadas em assaltos dentro e fora dos bancos no primeiro semestre de 2013, uma média de cinco vítimas fatais por mês, o que representa aumentos de 11,1% em relação aos seis primeiros meses de 2012, quando foram registradas 27 mortes, e de 30,4% em comparação a igual período de 2011, que teve 23 mortes. O levantamento foi feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), com base em notícias da imprensa e apoio técnico do Dieese.
A pesquisa foi apresentada no último final de semana, durante a 15ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada em São Paulo, com mais de 600 participantes e que definiu a pauta de reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários 2013.
Os estados que lideram o número de mortos são São Paulo (14), Rio de Janeiro (5), Bahia (3) e Rio Grande do Sul (3). A principal ocorrência (60%) foi novamente o crime de "saidinha de banco", que provocou 18 mortes. Já os clientes foram outra vez a maioria das vítimas (21), seguido dos vigilantes (4). Um gerente do Banco do Brasil foi morto no Piauí.
Para a Contraf-CUT e a CNTV, essas mortes comprovam, sobretudo, a escassez de investimentos dos bancos na melhoria da segurança. Segundo dados do Dieese, os seis maiores bancos (Itaú, BB, Bradesco, Caixa, Santander e HSBC) obtiveram lucros de R$ 51,4 bilhões em 2012. Já as despesas com segurança e vigilância somaram R$ 3,1 bilhões no mesmo período, o que significa 6,1%, em média, na comparação com os lucros.
Em Rondônia não houve nenhuma morte registrada pela pesquisa, que teve seu primeiro levantamento em 2010. Ainda assim, o número de ocorrências das conhecidas saidinhas de banco, explosão de caixas eletrônicos em bancos, lojas e supermercados e, principalmente, assaltos à agências com utilização de reféns preocupa os dirigentes do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB/RO).
“Temos que destacar que Rondônia novamente não se inclui nesta pesquisa que mostra as vítimas fatais a nível nacional. No entanto, ainda questionamos a falta de sensibilidade por parte dos bancos que continuam negligenciando as leis federais, estaduais e municipais que tratam da segurança bancária. Iniciativas como a instalação de biombos, por exemplo, poderiam diminuir e muito casos como os da saidinha de banco, já que as transações financeiras não estariam sendo feitas aos olhos dos criminosos e seus comparsas”, avaliou o presidente do SEEB/RO, José Pinheiro.
Para Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT, estes números apontam a negligência dos bancos na proteção da vida de trabalhadores e clientes, bem como mostram a fragilidade da segurança pública, pois faltam mais policiais e viaturas nas ruas e ações de inteligência para evitar ações criminosas", avalia o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.
FONTE: RONDINELI GONZALEZ
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