Quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013 - 09h22
Depois de ouvir do diretor-geral do DNIT, general Jorge Fraxe, que 2013 será “o ano de Rondônia”, o deputado federal Padre Ton (PT) disse ontem (27) durante reunião na sede da autarquia, que está igual “São Tomé” - só acredita vendo -, e cobrou explicações sobre falta de recuperação no trecho entre Pimenta Bueno e Ouro Preto, que representa mais de 190 quilômetros, cuja ordem de serviço foi assinada em agosto, e sobre o programa de revitalização de toda a rodovia, prometido no final de 2009, no âmbito do PAC.
“Essa é uma BR importantíssima para o país. Eu estive em Pimenta Bueno no evento de assinatura da Ordem de Serviço, mas a obra não anda. Não é possível que a causa seja a chuva. Hoje há tecnologia para se trabalhar na chuva e no sol. Como é que uma ponte é feita dentro de um rio, e não se consegue recuperar a 364? Estamos gerando riqueza para o país e temos uma rodovia que mata as pessoas”, disse Padre Ton, lembrando que exatamente há um ano a bancada cobrou no DNIT as obras de restauração da rodovia previstas no PAC mas nada mudou.
O deputado disse que os parlamentares são cobrados pela população diária e constantemente sobre as obras de recuperação, duplicação e sinalização, relatando que está “muito difícil” transitar em rodovia que oferece grande perigo e está esburacada em praticamente toda extensão.
Padre Ton disse que foi aconselhado pela assessoria do ministro Gilberto Carvalho a procurar o Ministério do Planejamento, responsável pelo PAC, já que o DNIT não consegue recuperar a BR-364, e calcula que do jeito que está a presidente Dilma Rousseff “vai encontrar muita dificuldade para se eleger em Rondônia em 2014.”
A reunião com Fraxe foi agendada pela coordenação da bancada federal a pedido do prefeito Mauro Nazif (Porto Velho), para tratar dos viadutos, mas os deputados e senadores aproveitaram para pedir prioridade total para a restauração da BR-364.
O deputado Marcos Rogério (PDT) fez coro com Padre Ton: “É preciso um acompanhamento mais sério por parte do DNIT. A população tem sofrido muito na BR-364, onde inclusive tem fluxo grande de estudantes”. Rogério destacou “ser um bom exemplo a empresa que atua na obra de travessia urbana em Ji Paraná”. “Ela é ágil e responsável”, disse, acrescentando que o bom seria que os trabalhos da BR-364 fossem feitos da mesma maneira.
O general Jorge Fraxe disse que se não foi feito o trecho do Lote 2 (Pimenta Bueno-Ouro Preto) vai abrir um Processo Administrativo Disciplinar para responsabilizar servidores, e justificou todo o atraso nas obras em Rondônia dizendo que está “tentando mudar uma cultura no DNIT que é antiga, do compadrio com empresas”, garantindo ele que muita coisa já mudou “mas os resultados aparecem aos poucos”.
O diretor-geral reconheceu que o DNIT não “conseguiu dar uma resposta” a Rondônia e que irá mandar ao Estado, lá permanecendo até que “todas as pendências seja solucionadas”, o diretor de Infraestrutura Rodoviária Roger da Silva Pegas.
Da bancada federal, apenas o deputado Moreira Mendes (PPS) e Natan Donandon (PMDB) não participaram da reunião. Mendes estava no auditório preparado para o encontro, mas como o general Jorge Fraxe demorou mais de uma hora para receber a bancada ele foi embora.
Fonte: Mara Paraguassu
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