Quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013 - 05h23
A falta de provas e documentos quanto a fiel execução do convênio 151/2007 firmado entre a Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), e Suframa, na ordem de R$ 556.710,00 foi o motivo pelo qual membros da junta administrativa da Fiero e conselheiros protocolassem na tarde de ontem, quarta-feira (06), denúncia de supostas irregularidades
e pedindo a investigação do convênio pelo Ministério Público Federal (MPF).
As suspeitas de irregularidades datam desde o ano passado, quando o Conselho de Representes da FIERO solicitou ao ex-presidente cópia na íntegra do processo. Inicialmente o ex-presidente respondeu oficialmente ao Conselho que não poderia entregar tais documentos porque não havia firmado nenhum convênio com a Suframa. No entanto, de posse de cópia do Diário Oficial da União (DOU) de número 107, datado de 06 de junho de 2011, o presidente do Sinduscon, Chagas Neto, desmentiu o ex-presidente durante a assembleia realizada no dia 28 de novembro em Pimenta Bueno.
“Entre as medidas da junta administrativa está o de atender o Estatuto e providenciar todos os documentos solicitados pelo Conselho de Representantes, tanto em ofícios, como em Assembleias, ato que não estava mais sendo praticado pelo ex-presidente, em total desrespeito ao nosso estatuto”, diz o vice-presidente da junta administrativa da Fiero, Alan Gurgel do Amaral.
Supostas irregularidades
Entre as denúncias dos membros da junta estão as suspeitas de superfaturamento, falta de detalhamento técnico dos serviços executados, falta de processos na íntegra, ausência de provas - como as cópias do vídeo institucional objeto de uma licitação no valor de R$ 144 mil -, pagamento de diárias e viagens a servidores da FIERO, pagamento por mais de um ano de prestação de serviços a um funcionário que trabalha há mais de 12 anos na empresa Embrascom, de propriedade do ex-presidente, entre outras denúncias
“Foram gastos mais de R$ 400 mil de forma totalmente irregular num processo recheado de atos suspeitos. É preciso que o Ministério Público investigue esse convênio, pois não se pode usar quase meio milhão de reais para produzir um vídeo institucional de apenas 5 minutos”, desabafa o membro da junta administrativa Giuliano Domingos Borges.
Fonte: Eficaz Comunicação
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