Quinta-feira, 26 de março de 2009 - 22h33
SÃO PAULO - Crianças morrem de fome no Ceará. Índios são massacrados no sul de Rondônia. Exilados de origem iraquiana tentam se adaptar à nova vida no Brasil. Esses são alguns dos temas dos documentários que começam a ser exibidos hoje para o grande público, na mostra competitiva de longas brasileiros do 14º Festival É Tudo Verdade. "A safra de documentários nacionais deste ano busca uma ousadia temática e estilística maior. Atualmente nossos filmes estão focados na temática do desconforto", explica o curador da mostra Amir Labaki. Ao todo, a competição nacional traz sete longas e nove curta-metragens, até 5 de abril.
A grande aposta do É Tudo Verdade é o longa Garapa, dirigido por José Padilha (Tropa de Elite), que viaja até o Ceará para mostrar como a fome está matando as crianças. O filme acompanha três famílias, duas do interior e uma da capital, Fortaleza, na luta diária para ter o que comer. Rodado em preto e branco, sem trilha sonora ou efeitos sonoros, o filme incomoda pela crueldade em que vivem essas famílias: a ONU estima que cerca de 11 milhões de pessoas estão em situações semelhantes no País. O documentário mostra gente que se alimenta basicamente de garapa, uma bebida à base de água e açúcar. Dos documentários brasileiros, merece atenção Domingos, sobre o diretor de teatro Domingos Oliveira, dirigido pela atriz Maria Ribeiro.
Na competição internacional, foram selecionados 12 longas e médias-metragens. "Do ponto de vista estrangeiro, os documentários dos últimos anos privilegiavam uma temática mais engajada, discutindo a guerra contra o terror. Neste ano, esse tema está sendo deixada de lado", explica o curador da mostra. É o caso, por exemplo, de Am I Black Enough For You? A História de Billy Paul, sobre o cantor de soul Billy Paul, ou ainda de Além do Jogo, que acompanha a final de um campeonato do jogo de computador Warcraft, entre dois jovens.
A mostra exibe ainda documentários que estão fora da competição. Entre eles, O Equilibrista, vencedor do Oscar de melhor documentário neste ano. O filme conta a história do francês Philippe Petit, que no dia 7 de agosto de 1974 se equilibrou, sem qualquer equipamento de segurança, durante uma hora, sobre um cabo de aço suspenso entre as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York. Outro destaque internacional é o documentário Z32, do pacifista israelense Avi Mograbi, que conta a história de um soldado que assassinou palestinos. Mograbi está no Brasil, a convite da mostra, e participará de um debate, amanhã, no Rio. As informações são do Jornal da Tarde.
É Tudo Verdade. De hoje até 5 de abril em São Paulo e no Rio de Janeiro. Em Brasília, de 14 a 26 de abril. Censura: 14 anos (em todas as sessões). Em São Paulo, o Cinesesc, o Centro Cultural Banco do Brasil, o Sesc Avenida Paulista, o Cinemark Eldorado, a Cinemateca Brasileira e o Cineusp exibem os documentários. A programação completa está no site do evento (www.etudoverdade.com.br).
Fonte: AE - Agencia Estado
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