Terça-feira, 25 de junho de 2013 - 11h33
Trabalhadores do HSBC cruzaram os braços em todo o continente na manhã desta terça-feira, 25/6, em protesto contra a onda avassaladora de demissões que vem ocorrendo em praticamente todos os países onde o banco atua, bem como exigiram melhores condições de trabalho e mais respeito e valorização.
Em Porto Velho as duas agências, Centro/Premier e Urbana (avenida Jorge Teixeira, ao lado da estação rodoviária) só abriram atendimento aos clientes e usuários após as 10 horas por conta do protesto que contou com a participação dos funcionários e a compreensão do público.
De acordo com os números da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) o banco inglês - que ostenta o título de mais rico do planeta – teve um lucro líquido de R$ 1,225 bilhão em 2012, um crescimento de 9,6% em relação a 2011 e somente no primeiro semestre de 2013 já obteve um lucro global de superior a R$ 15 bilhões – 34% acima do mesmo período do ano anterior – e, mesmo assim, demitiu 1.002 funcionários em 2012.
“O que não dá para entender e tampouco admitir é que, mesmo com todo este crescimento no lucro, especialmente no Brasil, onde o banco rende mais do que em qualquer outro país, o HSBC fecha postos de trabalho e ainda pratica a rotatividade, que é demitir funcionários com muito tempo de casa e substituindo-os por outros funcionários novatos com salários menores”, comentou o presidente do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB/RO), José Pinheiro, que é funcionário do HSBC.
O sindicalista alerta ainda para o fato de que o banco inglês pouco se importa com seus clientes, pois com as demissões e a rotatividade, a falta de funcionários compromete ainda mais a qualidade do atendimento ao público, com a geração ainda mais forte de filas gigantescas, demora no atendimento.
“E com isso o funcionário acaba sendo sobrecarregado de serviço, pois acaba assumindo tarefas dos que foram demitidos ou até mesmo daqueles que pediram para sair porque já não aguentavam mais o assédio moral e a pressão para o cumprimento de metas abusivas, ou seja, o banco ataca com seu desrespeito e descaso dos dois lados, do funcionário e dos clientes e usuários”, concluiu.
Os bancários também incluíram no protesto a exigência da criação de um Plano de Carreiras e Salários (PCS), mais saúde e melhores condições de trabalho nas unidades.
A Contraf, Federações e sindicatos entregaram, no dia 19 de junho, à direção do HSBC, a pauta de reivindicações específicas, aprovada no Encontro Nacional dos Funcionários. A primeira rodada de negociações está agendada para o dia 2 de julho e a segunda para o dia 30 de julho.
FONTE: RONDINELI GONZALEZ
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