Quarta-feira, 1 de abril de 2009 - 13h12
Atos públicos e protestos realizados nesta quarta-feira (01/04) em todo o Estado demonstraram o descontentamento e a indignação do funcionalismo público estadual contra a administração do governador Ivo Cassol pelo tratamento desumano dispensado à maioria das categorias. O aumento de 25% concedido ao próprio governador, ao vice-governador, aos secretários e aos secretários-adjuntos aumentou ainda mais a revolta, pois, no dia seguinte à aprovação pelos deputados estaduais, o governador anunciou que não concederá reposição salarial aos servidores por causa da crise econômica mundial.
Nos Municípios do interior foram realizados vários tipos de atos públicos. Em Porto Velho a manifestação reuniu os servidores de várias categorias na Praça do Palácio, no centro da Capital.
Em maior número, os trabalhadores em educação liderados pelo Sintero levaram o seu protesto contra o arrocho salarial e o descaso do governo com as questões da educação. Desde o ano passado, quando foi protocolada a pauta de reivindicação, a educação cobra do governo reposição das perdas salariais, enquadramento correto de professores e técnicos administrativos educacionais na Lei do Plano de Carreira (Lei 420/2008), aumento do valor do auxílio saúde, retorno do auxílio saúde aos aposentados, implantação da lei do piso salarial profissional nacional, retorno do calendário letivo, e o pagamento das gratificações atrasadas.
A presidente do Sintero, Claudir Mata, disse que o funcionalismo público estadual, especialmente a categoria dos trabalhadores em educação, não suporta mais tanta ingerência e falta de vontade para lidar com a mão de obra responsável pelos serviços públicos essenciais. Ela destacou que o governo está sendo intransigente ao se recusar a negociar as reivindicações. "Nós conseguimos audiência com o prefeito, com deputados e até com o Presidente Lula, mas infelizmente o governador se recusa a dialogar com os representantes dos servidores públicos. Isso demonstra um autoritarismo e a falta de senso de homem público. Não se administra um Estado como se gerencia uma fazenda de bois. A população exige uma resposta. O funcionalismo público precisa ser ouvido", disse.
O presidente da CUT, Itamar Ferreira, apresentou números sobre a arrecadação, a defasagem salarial do funcionalismo, e o comprometimento da arrecadação com folha de pagamento. Os servidores estaduais já acumulam perdas de mais de 18% só na administração do governador Ivo Cassol, enquanto no mesmo período a arrecadação do Estado cresceu quase 150%. Só no mês de janeiro de 2009 a arrecadação foi 16% maior do que em janeiro de 2008. "Portanto, não há que se falar em crise econômica para negar reposição salarial. Se a crise fosse o motivo, o governo não teria tantos cargos comissionados, não teria concedido reajuste só para os salários mais altos, e não teria criado mais cargos comissionados", disse.
No final da manifestação as lideranças sindicais se reuniram para discutir e elaborar estratégias de luta, pois os servidores públicos exigem uma atitude contra os desmandos na administração estadual. A partir de agora serão desenvolvidos vários tipos de atividades através das quais os servidores possam mostrar à sociedade a verdadeira situação em que se encontra o Estado.
Fonte: Adércio Dias
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