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'Frigoríficos não irão comprar carne de propriedades ilegais', afirma Consultor


 
“Os frigoríficos do Estado não vão comprar mais carne das propriedades que não estejam adequadas ambientalmente”. O anúncio foi feito ontem (24), pelo consultor em gestão ambiental da Secretaria de Agricultura do Estado (Seagri), Gabriel Ferreira, um dos palestrantes da audiência pública que debateu as mudanças do Código Florestal Brasileiro, realizada pela Assembléia Legislativa do Estado, no auditório Ariquemes.

O evento contou com a presença do presidente da ALE, Neodi Carlos, que presidiu a audiência; dos deputados: Luiz Claudio, autor matéria que pede a discussão; Tiziu Jidalias (que coordena a ação no município e Região); e Daniela Amorin. Também participaram do debate: o secretário executivo regional de Ariquemes Edson Jorge Ker, que no ato, representou o governador do Estado Ivo Cassol; o prefeito de Ariquemes, Confúcio Moura; vereador Saulo Moreira, presidente da Câmara de Vereadores de Ariquemes; representantes da Federação de Agricultura do Estado de Rondônia; Emater; Seagri; Associações Comerciais e de Trabalhadores Rurais; produtores; demais autoridades municipais; estaduais; e entidades de classe.


Sem acesso

De acordo com Gabriel Ferreira, os produtores que não se adequarem às normas, interpostas na Licença Ambiental, não terão mais acesso ao mercado da carne. “Seu produto vai entrar no mercado manchado, e com o tempo, você irá se marginalizar”, reforçou o consultor, que amenizou sua fala acrescentando que, “o que o Brasil está propondo, já está no nível do que Rondônia faz!”.

Além da palestra de Gabriel, que falou aos produtores sobre as legitimidades do Código Florestal Brasileiro, a audiência pública realizada em Ariquemes, trouxe outras informações que serviram para alertar e municiar os agricultores. Entre elas, a do engenheiro agrônomo, Cledmar Carneiro, especialista em Geoprocessamento, que trouxe um rico percentual que valoriza Rondônia em sue aspecto ambiental.


Estatística

De acordo com Cledmar, que se baseou em dados fornecidos pela Secretaria Ambiental do Estado (Sedam), Rondônia possui 7 bacias hidrográficas, sendo assim, o maior Estado com água doce no planeta. A estatística apresentada por ele, mostrou também que o Estado conta com, mais de 200 espécies de árvores por hectare; mais 1.400 tipos de peixe; mais de 1.300 espécies de pássaros e 300 de mamíferos; e é responsável por 30% da biodiversidade brasileira; 60 a 80% do potencial agrícola do País; e conta com 1,6 trilhão de dólares em minerais e metais nobres. “Além de tudo isso, 61% do Brasil é Amazônia, o que representa mais da metade do território nacional, é terra que não acaba mais”, complementou.

O palestrante destacou também a estrutura fundiária do Estado, que segundo ele, conta com 102 mil propriedades rurais. Deste total, 10 milhões, são propriedades ocupadas, sendo 80% de pequenos produtores. E neste aspecto, mencionou ainda que a área do Estado, que é de 23 milhões, conta com apenas 8 milhões de área desmatada. Entre este meandro, Ariquemes se apresenta com quase 500 hectares, com 296 deles desmatados. “Mesmo assim, diante da exigência do Ministério do Meio Ambiente que é de 50%, o município apresenta um bom índice de preservação. E foi exatamente para que os produtores se mantenham longe desta ilegalidade no sentido ambiental, é que o Governo do Estado criou o Licenciamento Ambiental. Só Rondônia tem isso. Um processo simples e rápido, que coloca o produtor dentro das normas legais para trabalhar”, resumiu.

Após cada palestra, o público fez perguntas e sugestões aos gestores da audiência. O documento, segundo o deputado Luiz Claudio será encaminhado ao Congresso Nacional, e aponta as dificuldades e soluções para que os produtores de Rondônia não fiquem prejudicados com a reforma no Código Florestal Brasileiro.


Programação

A próxima audiência para debater o Código Florestal Brasileiro, que está em discussão no Congresso Nacional, sobre os olhares atentos inclusive de entidades ambientais através de ONGs, acontece amanhã, sexta-feira (26), em Ji-Paraná. No dia 29 (segunda-feira) a audiência será realizada em Porto Velho no Plenário da Assembléia Legislativa. No dia 1º de julho (quarta-feira) o debate ocorre em Rolim de Moura e no dia 3 de julho (sexta-feira), em Vilhena.

Fonte: Jaqueline Alencar

 

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