Quarta-feira, 8 de maio de 2013 - 11h08
O deputado Adelino Follador (DEM), criticou ontem da Tribuna da Assembleia Legislativa o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), e exigiu do órgão uma providência imediata para restabelecer a normalidade das atividades e a ordem no atendimento do órgão em todo Estado de Rondônia..jpg)
Segundo o parlamentar é lamentável o que vem ocorrendo em Rondônia, citando que tem notícia de que a dificuldade para o agendamento de perícias é o maior entrave para o cidadão trabalhador, “que geralmente já foi a óbito quando finalmente chega sua vez de ser atendido, mal atendido, diga-se a bem da verdade”, disse.
Para demonstrar a gravidade da situação, o deputado Adelino Follador citou matéria divulgada esta semana, fazendo menção a interferência do Ministério Público Federal (MPF) que ingressou em setembro do ano passado com a Ação Civil Público 9715-03.2012.4.01.4100 pedindo, dentre outras providências, duas das principais reivindicações dos trabalhadores de Rondônia por meio de seus respectivos sindicatos: a contratação em regime emergencial e temporário de médicos peritos previdenciários e a concessão provisória dos benefícios pendentes até a realização da perícia cabível, sempre que a perícia não consiga ser realizada dentro do prazo máximo de quinze dias. Apesar de ter sido indeferido a antecipação da tutela, a ação ainda aguarda a decisão de mérito.
ARRECADAÇÃO SEM RETORNO
Adelino Follador se solidarizou com a população urbana e rural e com os sindicatos envolvidos na luta pelo restabelecimento das atividades do INSS, e lembrou que para se ter ideia do descaso que envolve o INSSS e sua gerência em Rondônia, “lá em Ariquemes, os servidores e contribuintes precisam ficar se esquivando das goteiras no prédio. É uma vergonha para um órgão que arrecada tanto e como contrapartida oferece um péssimo serviço ao usuário”, denunciou.
O deputado chegou a citar a situação do Município de Buritis, onde o prédio sede do órgão está pronto, mas entregue às “baratas” por falta de gente para trabalhar. Ele disse que a situação do município é ainda pior, pois enquanto se leva até seis meses entre o agendamento e o atendimento em outros municípios, a população de Buritis amarga com a distância para agendar perícias fora de sua sede, por falta de funcionários para o atendimento, principalmente de médicos, visto que embora autorizado, o INSS não consegue contratar esses profissionais, vez que paga apenas R$ 35,00 ao credenciado, valor inferior inclusive ao que é pago pelos Planos de Saúde. “Isso inviabiliza o atendimento e o trabalhador é quem paga muito caro por essa covardia com o cidadão”, disse.
Por esse motivo, Adelino Follador disse que os sindicatos terão todo seu apoio nesta luta que começa com a campanha que deve ir a Brasília, tratar diretamente com a presidência do INSS, na busca de uma solução para o problema, o que deve merecer igual apoio da bancada federal na Capital do País, entre outras medidas, como os remédios jurídicos para forçar o atendimento à população, disse o deputado.
Fonte: Ascom
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