Segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015 - 16h27
Centenas de enciclopédias BARSAS foram adquiridas pela SEDUC para que fossem enviadas às bibliotecas das escolas estaduais, de Porto Velho a Vilhena, há alguns anos.
Ocorre que as enciclopédias foram entregues e armazenadas no almoxarifado da SEDUC, porém “sumiram” misteriosamente dos depósitos.
Barsa é uma encicoplédia atualmente de propriedade do grupo espanhol Editorial Planeta, que publica enciclopédias em quase toda a América Latina. A enciclopédia Barsa foi comprada pela Editorial Planeta no ano de 2000 e, no caso do Brasil, o grupo possui filiais em São Paulo,Curitiba,Goiânia,Florianópolis eBelo Horizonte, entre outras cidades. O preço é R$ 2.695,00 (com 15% de desconto, conforme o site http://www.barsashop.com.br/).
Integrantes da equipe responsável pelo recebimento dessas enciclopédias deveriam estar prestando esclarecimentos às Autoridades do Sistema de Justiça em Rondônia, confirmar a veracidade dos furtos desses materiais e apontar os responsáveis por tais delitos. A pressão sobre os membros da comissão deve refletir nos verdadeiros usurpadores desses e outros materiais.
Uma servidora lotada em uma creche estadual, recentemente, deu com a língua nos dentes e delatou os nomes de funcionários públicos lotados à época no almoxarifado e já bem conhecidos, inclusive, da Polícia. LÚCIA X delatou um esquema de desvios de enciclopédias Barsas dos almoxarifados da SEDUC. Ela relatou que procurou o Ministério Público para ser ouvida no ano passado sobre estes e outros esquemas de desvios de materiais.
A funcionária afirma que membros da comissão de recebimento desses materiais estão na berlinda, pois o MPRO instaurou procedimento para apuração dos fatos. LÚCIA X disse que vários funcionários do almoxarifado sabiam e participavam dos esquemas, dentre os quais, RODRIGO BARROS, diretor do almoxarifado, o chefe de Pátio Edgar e o chefe administrativo Wallace.
LÚCIA X cita nomes de funcionários públicos que sabiam da existência dos esquemas de subtração de bens públicos, como por exemplo, uma servidora chamada SILVIA que pertencia à comissão de recebimentos de materiais, mas que foi transferida para outra Secretaria Estadual por conta de atritos com funcionários participantes dos desvios de materiais; além de motoristas como Gil, serviços gerais como Zé Raimundo, Vilobaldo e outros, e até vigilantes que davam cobertura para tais práticas.
A mencionada servidora disse que os altos escalões da SEDUC sabiam das rotineiras ocorrências de furtos de bens materiais públicos, mas faziam vistas grossas, pois até estes poderiam estar recebendo algum dinheiro ilícito por tais desvios. Por esse motivo, LÚCIA X disse que é possível que tais crimes fiquem impunes. LÚCIA também deduz que o “sumiço” do servidor público MOISÉS LIMA, ocorrido em 15 de janeiro de 2013, foi encomendado por alguém que participava frequente e ativamente dos desvios de tantos materiais públicos.
Fonte: Orlandino Silva / orlandinosil@yahoo.com.br
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