Sexta-feira, 2 de agosto de 2013 - 14h33
Em toda minha história política sempre me pautei pela luta em prol dos mais fracos. Fui presidente do Sindicato dos Motoristas de Ônibus de Rondônia, uma categoria oprimida que só é lembrada quando faz greve. Fui vereador e como tal, responsável por denunciar os mal feitos do ex-prefeito de Porto Velho Roberto Sobrinho, que inclusive era do meu partido na época. Muitas denúncias feitas por mim levaram as autoridades a adotar providências em relação a ele.
Fui eleito deputado estadual e assumi a presidência da Assembleia Legislativa de Rondônia em circunstâncias desagradáveis, com o Poder Legislativo sendo acusado, mais uma vez de envolvimento em corrupção e, a Polícia Federal e o Ministério Público descobriram (e provaram) a participação de vários assessores do Governo de Rondônia, sendo que alguns foram presos, um deles inclusive na casa do governador Confúcio Moura.
Desde que assumi a presidência, pautei meu trabalho na valorização dos servidores dessa Casa e na unidade do trabalho parlamentar. E foi atuando como parlamentar, em defesa da sociedade de Rondônia que venho denunciando sistematicamente os crimes que estão sendo cometidos por esse governo, que de forma sórdida e covarde tentou me calar, chegando inclusive a atingir minha família, o bem mais precioso do ser humano, prendendo meu filho através de uma manobra que induziu o Poder Judiciário a cometer um erro grosseiro.
Fui envolvido em uma armadilha tramada por pessoas sem escrúpulos, ávidas pelo poder e sem nenhum tipo de pudor em destruir a vida e a reputação de pessoas em nome de uma satisfação mesquinha, a de agradar o governador. Ainda em fevereiro deste ano denunciei que esse secretário, Marcelo Bessa estava tramando um golpe contra minha pessoa, e que ele agiria inclusive criminosamente, o que infelizmente se concretizou. Só não esperava tamanha covardia. Se ele fez isso com uma pessoa investida com o poder da presidência do Legislativo, o que não é capaz de fazer com cidadãos comuns?
Acho lamentável que a Polícia Civil, uma instituição honrada, composta por policiais dignos, que muitas vezes abastecem viaturas com dinheiro do próprio bolso, compram munições para treino com recursos próprios e são obrigados a trabalhar em prédios caindo aos pedaços, tenha sido envolvida nesse lamaçal construído por esse governo. Mas com o tempo, e o trabalho de entidades de controle externo conseguirão identificar quem agiu de má-fé e quem foi induzido ao erro. Ainda acredito na justiça do homens, mas acima de tudo, acredito na justiça divina. Fui covardemente acusado de envolvimento com pessoas que eu mesmo havia denunciado por diversas vezes no plenário da Assembleia.
O que esse governo fez foi utilizar de métodos facistas, típico de déspotas. Eles mentiram desde o começo, inclusive ao negar descaradamente que o governador “nada sabia” da tal operação, o que foi negado com clareza pelo Ministério Público do Estado, instituição que chegou a ser difamada para convencer a Justiça da necessidade de meu afastamento.
Hoje chego a temer por minha vida, porque sei do que são capazes. Se não me calaram com armadilhas morais, são covardes o suficiente para atentarem contra minha vida.
Juridicamente vou acionar a cada um dos envolvidos nessa operação policial. Sei que isso não vai trazer de volta minha integridade, já que fui taxado de “traficante, corrupto e estelionatário”, mas vai me trazer a paz de espírito e principalmente a certeza, que a justiça tarda mas não falha. Agradeço a todos que acreditaram e acreditam em minha inocência. Agradeço a Deus por ter me dado forças para suportar essas calúnias, a minha esposa e familiares. Peço desculpas a meu filho por ele ter sido envolvido de forma covarde nessa trama, mas foi exatamente por ama-lo, que eles sabiam que isso me atingiria na alma. Também peço desculpas a todos os meus amigos e colaboradores que de uma forma ou de outra se viram enlameados em toda essa sordidez.
Enquanto Deus me der forças e saúde, continuarei lutando o bom combate, na certeza que, como disse o filósofo Jean-Jacques Rousseau, “a inocência não se envergonha de nada”.
Hermínio Coelho, representante do povo
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