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Deputada Epifânia sugere a presença do Ministério Público junto aos atingidos pelas enchentes


Uma reunião coordenada pela deputada estadual, Epifânia Barbosa com os representantes de cada localidade atingida pelas enchentes do Rio Madeira, terminou em lamentações. Segundo a maioria dos participantes, o governo do estado e a prefeitura ainda não executaram nenhuma ação prática que resolva os problemas de quem não tem mais nem onde morar. “Estamos fartos de tanta enrolação. Há uma grande incompetência técnica e uma falta de vontade política. Medidas paliativas como anunciou o governo do estado na semana passada, não resolvem os problemas que assolam as famílias prejudicadas pelas enchentes”, desabafou Adailton Noleto, um dos representantes logo no início da reunião.Deputada Epifânia sugere a presença do Ministério Público junto aos atingidos pelas enchentes - Gente de Opinião

Na verdade esta reunião era para a apresentação dos projetos do governo do estado, da prefeitura e dos parceiros. Entre os convidados pela Frente Parlamentar Permanente estavam a diretora executiva do Plano de Ações Integradas do governo do estado, Rosana Cristina Vieira de Souza que enviou o representante da Secretaria Estadual de Assuntos Estratégicos, Roberto Maia. O representante não apresentou o conteúdo dos projetos como ficou acertado anteriormente, sendo necessário marcar uma nova reunião que já foi pré agendada para a próxima sexta feira, 05 de junho. A prefeitura de Porto Velho também foi convidada, pela Comissão dos Atingidos, mas não mandou nenhum representante. “É preciso esclarecer que nós enquanto deputados não temos o poder de executar nenhum projeto que envolva despesa. Nós apresentamos até o projeto de lei autorizativo, mas a execução é do governo do estado”, disse a deputada Epifânia, que também lamentou mais uma vez a situação em que se encontram as famílias que aguardam uma solução para os problemas há mais de cem dias.

Representantes de São Carlos, Rio Verde, Cujubim Grande, Cujubinzinho, Terra Caída, Nacional, Triângulo, Agrovila Aliança, Papagaios e Porto Velho relataram os diferentes problemas de cada localidade inclusive erros graves em documentos que poderão representar problemas futuros. “Existe um relatório feito pela prefeitura cheio de erros de informação, como nomes de localidades que não existem, identificações trocadas e até uma usina que nunca existiu, registrada em uma área ribeirinha. Um documento deste tipo é muito fácil de ser rejeitado pela justiça, retardando ainda mais as ações que precisam ser executadas, disse o participante.

O Estado de Calamidade Pública também foi muito questionado. Sebastião Vasconcelos, de 83 anos, mais conhecido como o “seu Vasco” de São Carlos lembrou que o Estado de Calamidade existe para que as ações sejam agilizadas, entre elas, a liberação mais rápida de recursos. “Nós temos conhecimento de que já tem dinheiro em conta liberado pelo Governo Federal para a realização das ações e que poderiam ter resolvido muitos casos, mas tanto o governo do estado como a prefeitura ficam só falando que no primeiro momento a ação é de “resgatar vidas”.Acontece que ninguém morreu, graças a Deus, e esse povo tá até hoje fazendo recadastramento e não passa disso. E nós lá, tirando terra com as mãos” desabafou.

Dona Lindalva de Oliveira, representando a comunidade de Papagaios também criticou as ações. “É um pouco caso que estão fazendo com a população, estão brincando com a vida do povo. Lá onde eu tenho família, não foi ninguém fazer nenhum levantamento. Eles passaram na beira do rio filmando, só isso” disse ela, momento em que a maioria dos participantes também reclamou da forma em que é feito o cadastramento. Segundo os atingidos pelas enchentes, as pessoas de várias localidades, dos mais difíceis acessos, têm que vir a Porto Velho, muitas vezes sem condições de ter despesa nenhuma.

A vereadora Fatinha, também esteve na reunião e fez duras críticas. “Promessas de avanços são muitas, mas de concreto, nenhuma,” disse a vereadora ao se referir às poucas soluções palpáveis tanto do governo do estado como da prefeitura, constatadas por ela e uma comissão de vereadores que também já foram a várias localidades ver de perto a situação das famílias atingidas.

Depois de ouvir todas as demandas, mais uma vez, a deputada Epifânia Barbosa que integra a Frente Parlamentar Permanente propôs que a próxima reunião seja no Ministério Público. “ Nós vamos agendar uma nova conversa com os representantes dos atingidos pelas enchentes, quando serão convidados novamente o governo do estado e a prefeitura, só que agora com a presença do Ministério Público, e se precisar, vamos mover uma ação pública. O que não dá mais é para esperar as coisas acontecerem, enquanto estas famílias estão vivendo à própria sorte e de forma humilhante”, finalizou.

Fonte: Decom/ALE-RO
 

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