Quarta-feira, 12 de abril de 2023 - 15h33

Os
incidentes de violência nas escolas, tanto os atentados que se concretizaram
quanto às ameaças que vêm sendo identificadas, são alarmantes e exigem
discussões profundas e medidas de prevenção enérgicas.
Com o
intuito de aumentar a segurança de todos que convivem diariamente nas
comunidades escolares, a deputada Federal e membro da Comissão de Educação,
Cristiane Lopes, protocolou na Câmara Federal o projeto de Lei n° 1.681, que
institui a Política Nacional de Segurança, Vigilância e Monitoramento das
Creches e Escolas públicas e privadas.
A
parlamentar explicou que, “o objetivo primordial do projeto é estabelecer
medidas de reforço à segurança em creches e escolas da educação básica,
públicas e privadas, determinando uma série de protocolos e ações de segurança,
a fim de prevenir ataques que possam representar risco à integridade física de
estudantes, professores e outros membros da comunidade escolar”.
O projeto
prevê que todas as creches e escolas da educação básica deverão conter pelo
menos um vigilante armado durante o período escolar, detectores de metais,
cercas elétricas, sistema de comunicação imediata com autoridades policiais para
utilização em casos de ameaça e emergência, câmeras de vídeomonitoramento na
entrada das escolas, nos ambientes comuns e dentro das salas de aulas, além de
um treinamento anual para os funcionários das escolas para a conscientização e
identificação de possíveis sintomas que indiquem problemas relacionados à saúde
mental de crianças e adolescentes.
Há anos,
pesquisas têm indicado a alta incidência de casos de agressão, colocando o
Brasil no topo da violência escolar, pesquisa feita pela Organização para a
Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre aprendizagem (Talis), com
cinco ataques mortais registrados entre setembro de 2022 e abril de 2023.
Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
publicado em 2022, 17,3% dos alunos tiveram que faltar a alguma aula por falta
de segurança.
Desde
2011, foram 11 ataques a unidades educacionais em todo o país, incluindo o
massacre de Realengo (RJ), o mais fatal, com 12 mortes. E a recente tragédia na
creche do município de Blumenau, onde quatro crianças morreram. O episódio da
professora Elisabeth, que foi agredida e morta em uma escola pública da Zona Oeste
de São Paulo e o caso de um adolescente que feriu com facadas uma professora e
alunos em uma escola particular em Manaus.
Cristiane
Lopes reforça o compromisso em sempre buscar melhorias para o bem-estar e
segurança dos alunos e profissionais da educação de todo país. “As crianças são
tudo de mais valioso para as famílias e devem ser protegidas por todos,
incluindo os poderes públicos de todas as esferas que devem enviar todos os
esforços necessários para minimizar e anular eventuais danos que venham a ser
causados por um agressor”.
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