Quinta-feira, 1 de junho de 2023 - 11h44

Com
intuito de contribuir no aperfeiçoamento da saúde e reforçar a presença de
profissionais em regiões desassistidas de serviços de atenção básica de saúde,
a deputada federal Cristiane Lopes protocolou uma emenda à medida provisória nº
1165, de 20 de março de 2023, do Programa Mais Médicos, para que seja
priorizado o atendimento hospitalar ou a contratação dos mesmos nas regiões de
maior carência destes profissionais pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A
desigualdade social leva a diferentes situações de vulnerabilidade,
influenciando no acesso aos serviços de saúde e no processo de adoecimento e
mortes. Infelizmente, ainda vivemos em um país muito desigual e poucas pessoas
têm acesso a um plano de saúde. Boa
parte dos brasileiros depende do SUS.
Cristiane
ressaltou que a saúde não pode esperar, deve ser prioridade. “Com 1,8 milhão de
habitantes, Rondônia, tem hoje 2.744 médicos, o que dá uma razão de 1,52 profissionais
por mil habitantes. Precisamos atender também os distritos, comunidades
ribeirinhas, Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), comunidades
quilombolas e municípios que possuem menor número de médicos por habitantes”, ponderou.
Sendo
assim, mais rondonienses terão acesso garantido à saúde porque, além de ampliar
o acesso, o Programa Mais Médico melhora a qualidade e torna o atendimento mais
humano, com médicos conectados aos pacientes e às comunidades. Precisa-se de
critérios bem definidos, porque temos um vazio de especialistas, principalmente
na região Norte do Brasil. Faltam recursos e estruturas que permitam que os
profissionais fiquem e atuem nas áreas remotas de regiões indígenas, quilombolas
e comunidades ribeirinhas.
É
notória a precariedade do SUS, bem como insuficiente o fornecimento gratuito de
medicação, superlotação, falta de médicos, tudo isso tem negado o direito à
saúde ao cidadão. A saúde
pública em todo Brasil precisa acompanhar o crescimento das necessidades da
população e a contratação desses novos profissionais traz esperança para
milhares de brasileiros que dependem exclusivamente do atendimento do SUS. E é
claro, gera novas oportunidades de empregos.
“A sociedade necessita de cada vez mais
médicos, bem como políticas públicas inteligentes para distribuição correta
desses profissionais em todo o Brasil. O programa vem em boa hora levando
assistência aos locais mais isolados do estado”, destacou Cristiane.
O
objetivo principal da assistência médica é a segurança no atendimento e sua
igualdade prevista pelo exercício ético e digno da medicina para toda a
população. E os resultados
alcançados pelo programa, bem como sua aprovação pela população usuária do SUS,
já comprovam o sucesso dessa iniciativa.
Cristiane
Lopes ressalta que a contratação desses médicos é importante para ajudar suprir
as demandas de todas as localidades, inclusive as mais distantes: regiões
ribeirinhas, distritos, áreas rurais, priorizando o bom atendimento à
população. “A desigualdade no acesso à saúde precisa diminuir, não estou
defendendo o suporte médico para ricos ou pobres, e sim o acesso aos médicos
àqueles que não os têm”, finalizou
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