Quarta-feira, 1 de julho de 2015 - 17h44
A Secretaria Municipal de Projetos Especiais e Defesa Civil (Sempedec), na segunda-feira (29), enviou uma equipe técnica composta por engenheiro e agentes para realizar novos levantamentos sobre as condições da encosta do distrito de Calama. Ainda em 2014, por ocasião da grande cheia do rio Madeira, o Município havia enviado ao Ministério da Integração Nacional (MIN) a solicitação de recursos, na ordem de trinta milhões de reais, para prover obras de contenção da encosta do distrito, à base de enrocamento com gabião.
O MIN, no entanto, solicitou novos projetos com novas soluções de engenharia, que pudessem baratear os custos. Em razão da nova cheia neste ano, os estudos foram adiados. Na terça-feira da semana passada, dia 23, ocorreu um desbarrancamento da encosta, repetido no dia posterior e novamente ontem (29). Os acontecimentos desencadearam ações de socorro por parte da Defesa Civil Municipal e, também, a retomada da solicitação de recursos por parte do MIN, a fim de que a obra de proteção seja efetivamente realizada.
O secretário, Vicente Bessa, disse que a Defesa Civil Municipal fará os monitoramentos necessários acerca do fenômeno dos desbarrancamentos e que também incluirá na nova solicitação, a ser encaminhada ao MIN, o pedido de recursos para a construção de passarelas e pontes no Bairro Tancredo Neves. “Na solicitação anterior esse pedido já havia obtido melhor acolhimento por parte do MIN do que a solicitação do enrocamento. Contudo, esse enrocamento é de extrema necessidade na área, ocorre, porém, que os custos se tornam mais elevados porque não há pedras em Calama. Elas deveriam ser enviadas da zona urbana, por meio de caminhões até São Carlos, e de lá seguirem por balsas. Tudo isso encarece bastante o projeto. Estamos enviando nosso engenheiro para realizar novo levantamento. Esperamos poder diminuir os valores, mas, mesmo que não consigamos, vamos agora insistir mais num retorno positivo em razão do que está ocorrendo no distrito. Precisamos agir em relação à situação, não podemos apenas aguardar que o MIN se convença das nossas necessidades”, expressou o secretário.
Segundo Marcelo Santos, coordenador municipal de Defesa Civil, os agentes municipais estiveram no local logo após o primeiro desbarrancamento. “Interditamos a área e retiramos pessoas da proximidade com o local de risco. Quando ainda estávamos por lá, na madrugada do dia 24, acompanhamos o segundo desbarrancamento. Foi de fundamental importância nossa presença naquele momento. Mas hoje ocorreu outro, o que nos leva a crer que a situação esteja se agravando”, informou.
Fonte: Renato Menghi
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