Quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014 - 05h18
Porto Velho/RO - A comunidade de São Sebastião, localizada na margem esquerda do rio Madeira, é um exemplo da forma como as famílias estão sendo impactadas com a cheia. Lá, todas as setenta famílias que residem no local estão em situação de risco e já estão se preparando para deixar o local nas próximas horas, levando consigo o pouco que têm e deixando para trás móveis e eletrodomésticos.
Foi o que constatou a visita feita pelos vereadores Everaldo Fogaça (PTB) e Márcio Pacele (PSB) na manhã de ontem, quarta-feira 12. A comunidade está ilhada porque a água já inundou a estrada que dá acesso ao local. Transporte mesmo só através de barco. Muitas famílias afirmam que não tem para onde ir e dizem nunca ter visto uma cheia igual a essa.
É o caso da dona Esmeraldo Jerônimo da Silva, 92 anos, seis décadas somente residindo no local. Segundo ela, a cheia desse ano é diferente e nunca viu nada parecido em todos esses anos em que mora no local. “Houve outras cheias, mas nunca ao ponto de sairmos daqui. Tá tudo mudado e muita gente está com medo porque a água está subindo muito rápido”, comentou à reportagem da TV Jornet
Moradora da comunidade desde que nasceu há 48 anos, Lúcia Ramos disse que a situação está calamitosa. “Hoje amanheci com dois jacarés na minha porta. Tenho dois netos pequenos e morro de medo que possa aconteceu alguma tragédia. Estamos aguardando as equipes da Prefeitura para fazer nossa mudança porque aqui não dá mais prá ficar”, disse.
Outro que já está de malas prontas para deixar a comunidade é o aposentado Leonardo Carneiro, 67 anos, que reside no local há 49 anos. “O problema dessa cheia não é tanto a inundação, mas o banzeiro produzido pela usina que tá comendo a nossa vila pelas beiradas”, denunciou. Segundo ele, nos últimos anos, desde a chegada da usina, o rio já avançou pelo menos 20 metros para dentro da vila.
O vereador Everaldo Fogaça disse que a situação em São Sebastião é um exemplo do que está acontecendo nos distritos ribeirinhos e defende uma ação efetiva da bancada federal no assunto. “Não há com o negar a culpa da construção da usina de Santo Antônio na questão. O consórcio precisa ser responsabilizado para que retire e indenize essas famílias por causa dos impactos causados”, avaliou.
O vereador Márcio Pacele disse que a situação é ainda mais grave quando se levada em conta a possibilidade da continuação dos impactos tão logo as duas usinas estiverem prontas. “Pelo jeito, as enchentes do rio Madeira vão acontecer dessa forma todos os anos. Se não for pensado hoje em uma solução, no ano que vem vai acontecer a mesma coisa. Estamos diante de um quadro crítico irreversível”, disse.
No retorno a Porto Velho, os vereadores e os jornalistas que acompanhavam a visita à vila de São Sebastião conversaram com uma equipe da Prefeitura que fazia a medição de 17,02 centímetros. A previsão feita pelo SIPAM é que chegue aos 18 metros (a grande cheia de 1997 foi de 17,54m) até o final da semana. A previsão é que somente na região urbana, novecentas famílias fiquem desabrigadas na região dos bairros Triângulo, Cai N´água, São Sebastião, Balsa, e Milagres.
Fonte: Ascom / Vereador Everaldo Fogaça
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