Quarta-feira, 11 de novembro de 2015 - 05h06
Durante reunião da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente, da Mulher e do Idoso, realizada ontem, terça-feira (10), no Plenarinho da Assembleia Legislativa, o presidente, Airton Gurgacz (PDT), destacou a audiência pública que aconteceu na segunda-feira (9), na Casa de Leis.
Segundo o parlamentar, a audiência que tratou sobre a Delegacia da Mulher 24 horas, foi de extrema importância, mas lamentou o posicionamento do governo do Estado.
De acordo com o deputado, o Executivo disse não dispor de recursos para atender a demanda, que seria gerada com a implantação da delegacia em funcionamento durante 24 horas.
Airton Gurgacz disse que diante do aumento da violência contra a mulher, seria imprescindível a delegacia nos moldes 24 horas, “mesmo porque os registros acontecem em maior número principalmente aos finais de semana, quando os maridos consomem bebidas alcoólicas de forma desmedida”, declarou.
No entanto, Airton Gurgacz disse que o desejo da comissão é para que a Delegacia 24 horas exista o quanto antes. Salientou que os parlamentares não podem se esquecer do atendimento assistencial às vítimas e seus filhos, o que para o deputado, é tão importante quanto à Delegacia 24 horas.
“A delegacia serve para registrar a ocorrência e alguns encaminhamentos, mas não podemos esquecer a prioridade do atendimento pós-violência”, destacou o deputado.
Em agosto, Airton Gurgacz indicou ao governo do Estado, a construção da Casa da Mulher, para acolher mulheres de todo o Estado. Citou como exemplo, a Casa Mulher Brasileira, um espaço integrado e humanizado de atendimento às mulheres em situação de violência.
Segundo o deputado, a Casa Mulher Brasileira é uma inovação no atendimento humanizado às mulheres. Integra no mesmo espaço serviços especializados para os mais diversos tipos de violência, acolhimento, triagem, apoio psicossocial, delegacia, juizado, Ministério Público, Defensoria Pública, promoção de autonomia econômica e cuidados com crianças.
Para Airton Gurgacz, se o Estado seguisse o modelo, representaria um passo definitivo do Estado para o reconhecimento do direito das mulheres viverem sem violência.
Os deputados Ezequiel Júnior (PSDC) e Rosângela Donadon (PMDB), parabenizaram o presidente pelo posicionamento e concordaram com as estatísticas que apontam o aumento da violência contra a mulher aos finais de semana. O que justificaria uma delegacia com atendimento 24 horas.
“Isso é um anseio antigo e necessário”, frisou Ezequiel Júnior.
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