Terça-feira, 17 de maio de 2016 - 16h31
O deputado Adelino Follador (DEM) disse ontem da Tribuna da Assembleia Legislativa que espera que instituição como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e o Ministério Público Federal (MPF) adotem as providências de suas respectivas alçadas para chamar responsabilidade o Frigorífico JBS pelos crimes praticados contra a economia estadual, notadamente pela formação de cartel na compra da carne, que tem causado grandes prejuízos ao Estado de Rondônia e aos criadores rondonienses.
Segundo o deputado, o que faz o JBS é um terror contra os criadores de gado de Rondônia, acobertado pelos menores frigoríficos que acabam se beneficiando da estratégia do cartel, já que passam a pagar também um valor baixo pela arroba de carne sem a necessidade de ter que negociar com os produtores, que sofrem o domínio e são obrigados a aceitarem as regras do cartel, sob o risco de se sucumbirem em seus negócios, já prejudicados por outros fatores, como o custo de produção, que a cada ano diminui a margem de lucros dos criadores de gado.
Follador disse que tanto o CADE como o MPF e instituições como o Ministério Público Estado (MPE), o Tribunal de Contas e a bancada federal no Congresso Nacional precisam conhecer a realidade dos produtores de carne de Rondônia, que estão pagando para trabalhar para um cartel que age às claras contra a economia. De acordo com o parlamentar, essas instituições precisam saber que o JBS comprou várias plantas frigoríficas no Estado, como as de Ariquemes e de Porto Velho, por exemplo, só para fechá-las e forçar os produtores a aceitar sua decisão de cartelizar a carne rondoniense.
O deputado justificou o encaminhamento do relatório da CPI dos Frigoríficos aos MPF e MPE, para que diante das provas irrefutáveis dos crimes, promovam ali no âmbito de suas competências as ações penais e civis pertinentes, para que o JBS responda por seus atos e o Estado de Rondônia – que já deu tantos incentivos fiscais - e seus produtores se libertem das amarras desse grupo que de tão poderoso, sente-se no direito de ditar regras próprias para o mercado da carne, obrigando a submissão do Governo e da classe produtiva às suas regras mercadológicas.
Fonte: Ascom
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