Segunda-feira, 14 de abril de 2014 - 08h30

Ana Shirlei, grávida de sete meses, foi levada no helicóptero
para o hospital de Jaci-Paraná (Foto: Gleilson Miranda/Secom)
A dona de casa, Ana Shirlei, grávida de sete meses, aguardava na fila de caminhões, junto com o marido e a filha adolescente, sua vez de passar pelo trecho alagado entre Velha Mutum e Palmeiral, na última sexta-feira, 11. O destino era Foz do Iguaçu, no Paraná. Porém, a mulher começou a sentir contrações e mal-estar naquele momento.
Alegando estar com pouco dinheiro, o esposo Augusto Lima, 43, pediu socorro da equipe de trabalhadores do governo do Acre. O resgate foi realizado pela equipe de aviação que fazia sobrevoo no helicóptero João Donato sobre os trechos alagados da estrada.
Ana foi levada para o hospital mais próximo, em Jaci-Paraná, em um curto tempo de 15 minutos. De acordo com o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, Sérgio da Silva Albuquerque, a grávida foi encaminhada ao atendimento médico com urgência.

Guincheiro agradeceu bombeiros que o salvaram no Rio Madeira (Foto: Gleilson Miranda/Secom)
Outra história de salvamento ocorreu no dia 23 de março. O experiente guincheiro Altamiro Garcia Sousa Filho, 36, conhecido como “Mineirinho”, arriscou atravessar um trecho crítico no Palmeiral, no período em que a BR-364 havia sido interditada. Mesmo sob os diversos avisos de alerta do Corpo de Bombeiros, o homem embarcou dois veículos no guincho e enfrentou o Rio Madeira.
Um vídeo gravado pelos bombeiros mostra o momento em que a água invadiu a escapamento do guincho, provocando o retorno da fumaça, que invadiu a cabine. Mineirinho não parou ainda assim e, depois de alguns minutos, desapareceu de vista.
Os soldados do Corpo de Bombeiros Gutemberg Albuquerque e Victor Flores se lembram do resgate e de como salvaram a vida do guincheiro. Eles acompanhavam a situação por meio de uma voadeira, quando viram que o motorista havia desmaiado e estava tendo convulsões. Altamiro havia inalado muito monóxido de carbono, fumaça preta. Ele sofreu duas paradas cardíacas e foi encaminhado ao hospital de Porto Velho, em Rondônia.
Mineirinho não ficou nem uma semana internado. Assinou um termo de responsabilidade e voltou a trabalhar cinco dias depois do episódio. A primeira coisa que fez foi procurar as pessoas que o haviam salvado.
Emocionado, o homem agradeceu: “Se hoje estou vivo é por causa deles. Antes dessas pessoas virem para cá trabalhar na estrada, nós estávamos sozinhos. Hoje eles nos acompanham e nos alertam”.
Fonte: Brenna Amâncio / Agência de Notícias do Acre
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