Terça-feira, 9 de setembro de 2025 - 18h12

Nesta terça-feira (9), a Comissão Geral de
Saúde da Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) convocou o secretário
estadual de Saúde, Jeferson Rocha, para prestar esclarecimentos sobre a grave
situação da saúde pública no estado. A reunião, realizada no plenário da Casa,
foi marcada por intensos debates, cobranças dos parlamentares e relatos
preocupantes sobre a precariedade do atendimento à população.
Entre os principais temas abordados,
destacaram-se os atrasos na construção do Hospital de Urgência e Emergência de
Rondônia (Heuro), as condições críticas do Hospital João Paulo
II, principal referência de urgência e emergência na capital, e a demora
na realização de exames de alta complexidade, que tem prejudicado milhares de
rondonienses que aguardam diagnóstico e tratamento.
Fila para exames de
ressonância preocupa parlamentares
A deputada Dra. Taíssa (Podemos) levantou
um dos pontos mais sensíveis da reunião: a demora na realização de exames de
ressonância magnética. Segundo a parlamentar, mais de 11 mil pacientes aguardam
na fila para conseguir o procedimento, número considerado alarmante.
“Não podemos admitir que milhares de pessoas
fiquem à mercê da própria sorte. São pacientes que precisam de um diagnóstico
rápido para iniciar o tratamento e muitas vezes acabam agravando o quadro
clínico por falta de acesso. Isso é desumano”, afirmou a deputada.
Em resposta, o secretário Jeferson Rocha
reconheceu a gravidade da situação e detalhou o cenário atual. De acordo com
ele, Rondônia conta com cinco redes credenciadas para a realização do exame,
mas a oferta ainda é insuficiente. Atualmente, são disponibilizadas apenas 15
vagas por dia, sendo que somente uma das unidades credenciadas opera 24 horas
com atendimento exclusivo pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“Sabemos que a fila é grande e estamos buscando
alternativas. Estamos estudando a ampliação de credenciamentos, a aquisição de
novos equipamentos e o aumento da capacidade instalada para reduzir esse
gargalo”, declarou o secretário.
Hospital João Paulo II
segue em situação crítica
Outro ponto amplamente debatido foi a situação
do Hospital João Paulo II, em Porto Velho. Os deputados relataram problemas
como superlotação constante, falta de leitos, escassez de profissionais e condições
estruturais precárias, o que compromete a qualidade do atendimento.
Parlamentares destacaram que a unidade, que
deveria ser referência em casos de urgência e emergência, tem operado acima da
capacidade e sem a estrutura necessária para atender a demanda crescente.
“O João Paulo II está no limite. Pacientes em macas nos corredores, falta de medicamentos e demora para atendimentos básicos. Precisamos de uma resposta imediata da Sesau”, cobrou um dos deputados presentes.
Comissão promete
fiscalizar de perto
Ao final da reunião, a Comissão Geral de Saúde
anunciou que continuará acompanhando de forma rigorosa as ações da Secretaria
de Estado da Saúde (Sesau).
“Não vamos permitir que a população continue
sofrendo. Vamos cobrar soluções, exigir transparência e acompanhar cada passo
do governo na gestão da saúde pública”, afirmou a deputada Dra. Taíssa.
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