Quarta-feira, 19 de agosto de 2009 - 09h53
As metas a serem atingidas pela luta dos trabalhadores em educação nos próximos dois anos e os métodos a serem utilizados pelo Sintero foram definidos pela categoria durante o 12º Congresso Estadual dos Trabalhadores em Educação, promovido pelo Sintero no período de 14 a 16 de agosto, em Ji-Paraná.
Foram três dias de palestras, plenárias e intensos debates sobre vários assuntos, como a qualidade do ensino, a falta de valorização dos profissionais da educação, a violência, e, principalmente, como cada trabalhador em educação pode e deve participar da luta da categoria.
O evento teve como palestrantes algumas das mais conceituadas autoridades em educação e em lutas de classes, como o secretário de Assuntos Educacionais da CNTE, Heleno Araújo; o secretário Executivo Adjunto do MEC, Francisco das Chagas; e o mestre em formação social dos trabalhadores, Denílson Costa.
Após o detalhamento, por grupos de trabalho, de todas as situações apresentadas e debatidas no Congresso, foi elaborado um plano de atuação que deve ser executado pela direção do Sintero.
Os trabalhadores em educação definiram como prioridade a luta pela melhoria da qualidade do ensino, por melhores salários e contra o assédio moral praticado por gestores nas escolas.
O Plano de Lutas aprovado no 12º Congresso do Sintero tem aproximadamente 50 itens, entre lutas gerais da classe trabalhadora e lutas específicas dos profissionais da educação.
A presidente do Sintero, uma das coordenadoras do evento, disse que este está entre os melhores e mais proveitosos congressos já realizados pelo Sintero. Ela destacou a qualidade das palestras e dos debates, e disse que a meta foi atingida com a participação efetiva dos delegados e das delegadas, representantes de todo o Estado.
Moções de aplauso e de repúdio
A plenária final do 12º Congresso do Sintero aprovou, ainda, duas moções, sendo uma de aplauso e outra de repúdio.
A moção de aplauso aprovada foi para a senadora Fátima Cleide (PT), por ter apresentado projeto de lei no Congresso Nacional reconhecendo todos os trabalhadores em educação como profissionais da educação. O projeto tramitou no Senado como PLS 507/03 e foi sancionado sem vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como Lei 12.014/09.
A moção de repúdio foi para a diretora da Escola Estadual Cecília Meireles, de Vilhena, Elizéia Oliveira de Moura, acusada de praticar abuso de poder e assédio moral contra os trabalhadores em educação daquela unidade. A situação foi tratada com descaso pela Seduc. Mesmo tendo sido denunciada e de ter o assédio comprovado pelos funcionários e professores daquela escola, a diretora foi mantida no cargo.
Fonte: Adércio Dias
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