Terça-feira, 3 de outubro de 2017 - 13h50
A Polícia Civil prendeu 16 homens acusados de escavar um túnel para roubar o cofre de um banco na Chácara Santo Antônio, zona sul da capital paulista. Segundo a investigação, a quadrilha tinha expectativa de roubar até R$ 1 bilhão.
“Ali fica o depósito compulsório dos bancos. Então, fica uma quantia muito grande de dinheiro”, disse o titular da Delegacia de Roubo a Bancos, Fábio Pinheiro Lopes, sobre a importância do cofre do Banco do Brasil. O depósito compulsório é um percentual recolhido como reserva, conforme determinação do Banco Central, de todo o dinheiro depositado em instituições financeiras.
Em junho, os criminosos alugaram uma casa a pouco mais de 500 metros do banco e se preparavam para fazer o roubo nos próximos dias. “O túnel já estava pronto. Eles estavam terminando os trilhos para a retirada do dinheiro”, ressaltou hoje (3) o delegado sobre ação da quadrilha presa na noite de ontem (2).
De acordo com Pinheiro, a estrutura da escavação mostra que a quadrilha tinha auxílio de pessoas com conhecimentos de engenharia. O dinheiro seria retirado do cofre por um esquema de carrinhos trazidos por trilhos, que foram construídos no imóvel usado pelo grupo. A casa foi alugada sem que a proprietária soubesse da verdadeira intenção do uso do imóvel.
Segundo o delegado, o cofre que seria alvo da ação já apresentava danos. “A gente pediu uma vistoria, e eles detectaram uma rachadura em um dos cofres”, enfatizou Pinheiro sobre os indícios de que o crime estava próximo de ser consumado. “Esse assalto, pelo que consta, seria no fim de semana. Provavelmente na sexta que vem”, acrescentou.
De acordo com Pinheiro, apesar de já ter descoberto o esquema há alguns dias, a polícia esperou o momento em que os líderes do grupo estivessem reunidos. “Não teve nenhum disparo de arma de fogo, ninguém ferido. [Isso] mostrou que a Polícia Civil faz um trabalho totalmente legal quando não há reação”, disse o delegado sobre a operação que envolveu até o uso de helicóptero. Além da casa próxima ao banco, o grupo tinha um centro de operações na zona norte da cidade.
Um dos presos, Alceu Céu, apontado como chefe da quadrilha, já participou, segundo o delegado, de crimes semelhantes. Dos 16 presos, apenas dois não tinham passagens pela polícia.
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