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PF prende vereador e servidores em operação contra fraude


Marcelo Brandão
Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) anunciou hoje (12) o cumprimento de 38 mandados de busca e apreensão, 15 mandados de prisão e oito de condução coercitiva, em virtude da operação Ave de Rapina, que investiga crimes contra a administração pública de Florianópolis (SC).

Um dos indiciados no inquérito da PF é o vereador Marcos Aurélio Espíndola, conhecido como Badeko. O presidente da Câmara Municipal de Florianópolis, o vereador César Luiz Belloni Faria, foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos e foi liberado em seguida.

Badeko se apresentou à PF por volta das 14h e está preso. Por telefone, a assessoria da Câmara Municipal informou que está aguardando maiores informações sobre a situação de Badeko para, depois, se manifestar sobre o caso.

De acordo com a PF, foi comprovada a existência de um esquema de corrupção na Câmara Municipal, no Instituto de Planejamento Urbana de Florianópolis e na Fundação Cultural Franklin Cascaes, ambos vinculados à prefeitura da capital catarinense. Servidores públicos recebiam dinheiro de empresários em troca da manutenção ou elaboração de contratos milionários que os beneficiassem.

A fraude nos contratos com a administração pública estadual apareceu também no mercado de radares e lombadas eletrônicas. Empresas do ramo simulavam concorrência em licitações, com apoio dos servidores, que recebiam propina em troca.

A PF investiga o caso há aproximadamente um ano, utilizando interceptação telefônica, monitoramento em vídeo, quebra de sigilo bancário e fotografias. Na operação de hoje foi apreendida quantia em torno de R$ 100 mil, mas alguns milhões de reais já foram movimentados na trama criminosa. O valor exato ainda não foi confirmado pela polícia.

“Foram vários contratos de 5 e de 10 milhões de reais com o município. As empresas passavam quase que mensalmente o pagamento aos servidores. O dinheiro era recebido por uma célula da organização que o distribuía”, explicou o delegado responsável pelas investigações, Alan Dias. Para ele, os envolvidos no esquema demonstraram “malícia e ardil para ludibriar todos que pagam seus impostos, com fraudes milionárias na prefeitura de Florianópolis e em outros órgãos da Administração Pública”.

O prefeito de Florianópolis, Cezar Souza Júnior, disse à imprensa que a prefeitura já está colaborando com as investigações. “Abrimos à Polícia Federal o acesso a toda a documentação, porque, ao lado da sociedade, somos os maiores interessados em que cada item seja elucidado”. Ele anunciou que três servidores comissionados, apontados nas investigações da PF, também foram exonerados.

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