Terça-feira, 6 de agosto de 2013 - 10h14
Alex Rodrigues
Agência Brasil
Brasília - A Polícia Federal (PF) prendeu na manhã de hoje (6) 17 pessoas acusadas de participar de um grupo de extermínio que agia na região metropolitana de Natal, no Rio Grande do Norte. A PF diz ter provas do envolvimento do grupo em ao menos 22 homicídios e em cinco tentativas de assassinatos.
Ao todo, a Justiça expediu 21 mandados de prisão preventiva, 32 mandados de busca e apreensão e nove mandados de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento à força. Entre os 17 presos, há, segundo a assessoria da PF, seis policiais militares e cinco policiais civis. Um dos detidos não tinha mandado de prisão, mas foi flagrado, em casa, com uma grande quantidade de armamentos. Todos os mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva foram cumpridos.
Segundo a PF, alguns dos investigados já possuem antecedentes criminais por envolvimento em casos de homicídios. Um deles inclusive já foi preso anteriormente, acusado de estar portando armas usadas em assassinatos.
Durante as investigações, os policiais federais apuraram que o grupo executava suas vítimas por vários motivos, entre eles assassinatos encomendados. As vítimas também podiam ser mortas por envolvimento em disputas pelo controle de pontos de venda de drogas, brigas e discussões ou mera queima de arquivo, por terem testemunhado outros crimes praticados pelo grupo.
Todos os acusados vão responder por crimes de homicídio qualificado praticado por grupos de extermínio e constituição de grupo de extermínio. As penas máximas dos crimes cometidos pelos principais integrantes do grupo podem chegar a 395 anos de prisão.
Apelidada de Operação Hecatombe, em alusão ao número de pessoas que o grupo é acusado de matar de forma indiscriminada, a ação contou com o apoio da Coordenação de Inteligência da secretaria estadual da Segurança e da Defesa Social e envolveu 215 policiais federais. Além da capital, Natal, a ação também foi deflagrada em São Gonçalo do Amarante, Parnamirim e Cerro-Corá.
A secretaria estadual da Segurança Pública e da Defesa Social informou que irá solicitar à Polícia Federal informações sobre as investigações, acompanhar o inquérito e que, se o envolvimento dos policiais com o grupo de extermínio ficar provado, eles serão expulsos e responderão por seus crimes.
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