Terça-feira, 16 de julho de 2024 - 09h05

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) e a Polícia
Civil de Rondônia (PCRO) deflagraram nesta manhã (16/07/2024) a Operação
Suseranos nas cidades de Guajará-Mirim e Porto Velho/RO para cumprir 12(doze)
mandados de busca e apreensão em residências e sedes de empresas, bem como
03(três) mandados de suspensão da função pública, todos deferidos pelo Tribunal
de Justiça do Estado de Rondônia (TJRO).
A operação visa instruir investigação materializada
em inquérito policial em curso na 2ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado
(DRACO 2), em parceria com o Centro de Atividades Extrajudiciais do MPRO (CAEX)
e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MPRO (GAECO),
tendo como objeto a investigação da suposta prática de crimes de constituição
ou integração de organização criminosa, fraude a licitações e
contratos, falsidade ideológica, corrupção, violação do sigilo
funcional e lavagem de dinheiro, em tese praticados no âmbito do Poder
Executivo do Município de Guajará-Mirim/RO, tendo sido constatado o suposto
envolvimento de servidores públicos e empresários locais, inclusive a chefe do
Poder Executivo local, que teve o afastamento do mandato decretado pelo prazo
inicial de 06 (seis) meses.
Além da Prefeita, também foram afastados das funções públicas 02 (dois)
servidores da Câmara Municipal de Guajará-Mirim/RO pelo prazo inicial de 120
(cento e vinte) dias.
Os fatos ensejadores do início da investigação
foram a notícia de usurpação da função pública da Prefeita de Guajará-Mirim/RO
por parte de seu esposo, bem como a informação de fraude na contratação e
execução do contato de fornecimento de combustível para a Prefeitura, no valor
homologado de R$ 4.950.067,85 (quatro milhões, novecentos e cinquenta mil,
sessenta e sete reais e oitenta e cinco centavos), e do contrato de reforma do
prédio do Mercado Municipal de Guajará-Mirim/RO, cujo valor adjudicado foi de
R$ 1.421.272,04 (um milhão, quatrocentos e vinte e um mil, duzentos e setenta e
dois reais e quatro centavos), obra que está estagnada, em cronograma
manifestamente incompatível com os pagamentos já realizados.
Participam da Operação Delegados, Agentes e
Escrivães de Polícia Civil do Departamento de Estratégia e Inteligência (DEI),
Delegacia Especializada em Repressão a Roubos e Furtos (DERF), bem como os
efetivos de Delegados, Agentes e Escrivães de Polícia e Promotores de Justiça
lotados no GAECO e CAEX do MPRO.
O nome atribuído à operação é referência a uma das
características do feudalismo, sistema medieval de organização econômica,
social e política baseado na terra e na relação de fidelidade, subordinados e
dominados pelos senhores feudais, numa relação chamada de suserania, similar,
em alguma medida, ao modo de atuação da liderança do grupo investigado.
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