Domingo, 31 de agosto de 2025 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Direito - Gente de Opinião
Direito

Devo visitar meus filhos durante a pandemia do novo coronavírus?


Devo visitar meus filhos durante a pandemia do novo coronavírus? - Gente de Opinião

Todas as decisões judiciais que envolvem filhos menores de idade levam em conta o melhor interesse da criança. Isso significa que o valor fixado para o pagamento da pensão, a guarda, a moradia de referência e a regulamentação do regime de convivência levam em conta o que é melhor para os filhos.

Esta prerrogativa não poderia ser diferente mesmo em momentos excepcionais como este que vivemos: uma pandemia que colocou o mundo inteiro em quarentena. Desse modo, e no atual contexto, o que seria melhor para os filhos cujos pais são divorciados em relação ao convívio com ambos os genitores?

Será que é melhor a criança sair de casa para as visitas ao genitor não-guardião ou proibi-las de fazer o trajeto para evitar uma possível contaminação?

Bem, cada país tomou medidas próprias. Na França, por exemplo, as visitas continuam acontecendo. No Brasil, o que temos é uma diferença entre as solicitações e decisões judiciais, uma vez que tudo deve ocorrer visando o melhor interesse da criança e levando em conta a situação da pandemia onde moram.

Logo, várias mães já solicitaram a proibição das visitas do outro genitor, o que já foi acatado por alguns tribunais, considerando que as crianças podem ser contaminadas no caminho entre uma casa e outra. Além disso, mesmo que crianças não apresentem sintomas graves, na maior parte dos casos, elas ainda são vetores e podem transmitir o vírus entre as duas partes da família caso sejam contaminadas.

Outra solução apontada é que as visitas podem continuar desde que a criança não precise se deslocar em transporte público, por exemplo. Assim, as visitas continuariam e o vínculo físico não seria perdido.

Não existe uma solução única e exata em relação a como devem ocorrer as visitas aos filhos enquanto durar a pandemia. A única certeza é que o melhor interesse da criança deve ser buscado, tanto para que ela não perca os laços afetivos com o genitor não-guardião, como para que ela não seja contaminada pelo novo vírus.

Por fim, é sempre bom lembrar que, mesmo que as visitas sejam flexibilizadas ou suspensas durante este período, a tecnologia nos permite estar próximo mesmo estando longe. Portanto, utilizá-las para manter e reforçar os laços afetivos talvez seja a melhor solução tanto para o bem-estar dos seus filhos quanto para evitar que mais contágios aconteçam.

Gente de OpiniãoDomingo, 31 de agosto de 2025 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Conselho Seccional decide por exclusão de advogado condenado por estupro de vulnerável

Conselho Seccional decide por exclusão de advogado condenado por estupro de vulnerável

Na última sessão do Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Rondônia (OAB RO), foi confirmado o afastamento de um advogado d

Advogada Fundadora da OAB Rondônia é homenageada na galeria “A Primeira Mulher de Rondônia” do TJRO

Advogada Fundadora da OAB Rondônia é homenageada na galeria “A Primeira Mulher de Rondônia” do TJRO

A vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Rondônia, Vanessa Esber, marcou presença na cerimônia de inauguração da Galeria “A Pr

OAB Rondônia cria força-tarefa para combater golpe do falso advogado

OAB Rondônia cria força-tarefa para combater golpe do falso advogado

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Rondônia (OAB RO) intensificou suas ações contra o golpe do falso advogado, uma fraude que tem vitimado

 Valentina Franco faz história como a primeira advogada trans de Rondônia a ter o nome incluído na carteira da OAB

Valentina Franco faz história como a primeira advogada trans de Rondônia a ter o nome incluído na carteira da OAB

A advogada Valentina Franco conquistou um marco histórico na advocacia rondoniense ao se tornar a primeira mulher trans do estado a ter seu nome in

Gente de Opinião Domingo, 31 de agosto de 2025 | Porto Velho (RO)