Sábado, 23 de novembro de 2024 - 08h26

O silencio do prefeito eleito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), quanto à escolha de nomes para comporem a sua principal equipe de governo vem sendo motivo de preocupação entre integrantes do seu partido. Um ex-candidato a vereador em 2024, com quem conversei demoradamente por telefone, quinta-feira (21), pela manhã, disse que, durante a campanha eleitoral, falava praticamente todo dia com o candidato Léo, seja nas reuniões do partido, discutindo estratégias de campanha, seja nos encontros com moradores de bairro, seja, ainda, nas visitas a empresas, entre outras ocasiões.
Depois da eleição, porém, o podemista
disse que não consegue mais dialogar com o prefeito eleito para saber, por
exemplo, de que maneira vai poder contribuir com o novo governo, não somente ele,
como também muitos colegas de partido que arregaçaram as mangas durante os dois
turnos da campanha, saíram às ruas, suaram a camisa, deram a cara a tapa e
ainda tiveram que enfrentar a agressividade de opositores. Alguns candidatos tiraram
recursos do próprio bolso para pagar despesas de campanha e, hoje, simplesmente,
são desprezados, sequer convidados para tomar um café com o prefeito eleito.
Ainda de acordo com o ex-candidato, pessoas que, desde o começo da campanha eleitoral, sempre estiveram do outro lado do muro, trabalhando duro para derrotar o candidato Léo, hoje, têm lugar de honra na mesa de negociação, enquanto seus principais aliados foram aleijados do processo de escolha de eventuais nomes para integrarem sua administração. Francamente, não dá nem para dizer que essas pessoas estiveram em cima do muro. Fosse isso, ainda lhes caberia o benefício da dúvida. Mas não. Elas sempre permaneceram no barco da oposição e, agora, são prestigiadas pelo prefeito eleito, que tem o seu tempo praticamente tomado por essa gente, que não moveu um alfinete para ajudá-lo.
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