Quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026 - 16h28

Não
é a saúde. Não é a educação. Apesar de serem considerados setores essenciais à
população, o assunto que vai dominar a campanha eleitoral deste ano chama-se
segurança pública, ou melhor, a ausência dela. Essa será uma das principais
fontes de peleja das eleições que se aproximam. Trata-se de um problema
nacional, que não está restrito a essa ou aquela unidade da federação. Parece
que, para essa regra, não há exceção, conquanto o governador Ronaldo Caiado
garanta que, em Goiás, a segurança dos goianos melhorou consideravelmente em
seu governo, o mesmo não se pode dizer de Rondônia, onde a segurança dos
rondonienses vai de mal a pior, como atestam as ocorrências policiais e o
noticiário especializado.
Em
vão é tentar escamotear a verdade, achando que a sociedade é constituída apenas
de energúmenos. Não por acaso, os meios de comunicação estão, aqui e ali,
levando ao conhecimento da opinião pública fatos delituosos assombrosos, numa
demonstração inequívoca de que algo não vai bem. É verdade que os órgãos de repressão
vêm se esforçando (e não poderia ser diferente) para levar um pouco de
tranquilidade à sociedade, mas os resultados produzidos até agora são pífios, mais
parecendo grãos de areia no mar revolto da criminalidade. Não basta reconhecer,
contudo, que o paciente, segurança pública, está doente. É preciso prescrever a
medicação certa. Caso contrário, a situação poderá alcançar um patamar
insustável. Se é que já não chagamos a esse ponto, um absurdo difícil de se
admitir.
A
questão da segurança pública precisa ir além dos discursos e propostas vazias do
período eleitoral, para compor o elenco das preocupações do próximo governante
do Estado. Que assim seja, pois não é outra a expectativa da população
rondoniense, que paga um sem-número de impostos para ter acesso a serviços
públicos de qualidade que não saem das pranchetas oficiais. A Bíblia ensina que
todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois foram constituídas
por Deus para manter a ordem e promover o bem. Isso não significa, todavia,
obediência cega. Respeito o governador Marcos Rocha, porém, na condição de
cidadão, tenho o direito constitucional de reclamar e solicitar providências
quando algo estiver errado não somente na sua administração, como também em
qualquer outro governo. A segurança pública (o calcanhar de Aquiles da sua
gestão) vai dominar os debates da campanha eleitoral de 2026, evidenciando que
ele fez muito pouco para levar paz e tranquilidade aos lares rondonienses.
Quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)
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