Quarta-feira, 24 de julho de 2024 - 13h48

Equipes do governo de
Rondônia estão desenvolvendo, junto às comunidades tradicionais do Vale do
Guaporé, um trabalho continuado de valorização e aproveitamento do potencial
produtivo da região. O objetivo é dar escala econômica à produção de objetos
confeccionados com materiais existentes na natureza, como sementes e fibras
usadas na produção de adereços pessoais, e alimentos tradicionais, com produtos
alimentícios usados na culinária local.
As
atividades na região são desenvolvidas pelos extensionistas da Entidade
Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia
(Emater-RO), que destacam também a culinária regional, enfatizada em cursos de
boas práticas de produção de alimentos, produtos confeccionados com
matéria-prima da agricultura familiar ou extraídos da natureza através da
coleta na floresta, e da pesca artesanal nos rios e lagos da localidade. O
desenvolvimento sustentável da região depende da capacitação da população para
atender às demandas do turismo ambiental consciente.
DESENVOLVIMENTO
E SUSTENTABILIDADE
Entre
os principais produtos tirados da natureza, pelos ribeirinhos do Guaporé, estão
frutos, peixes e as sementes, como a Castanha do Brasil (Bertholletia Excelsa),
utilizada na culinária e no artesanato. O Pirarucu (Arapaima Gigas), peixe
considerado invasor na região do Vale do Guaporé porque até 2014 não havia
registro da presença do animal na região, em razão da exigência do manejo da
espécie, tem, consequentemente, aproveitamento na alimentação.
Para
o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a troca de conhecimentos e experiências
é fundamental para promover o desenvolvimento econômico e preservar os recursos
naturais do estado. “O governo tem investido em iniciativas para promover a
valorização e fortalecer o potencial produtivo de todas as regiões de
Rondônia”, ressaltou.

De
acordo com a gerente regional da Emater-RO na região do Vale Guaporé, Jaqueline
Ribeiro Rosa, no município de Costa Marques, a equipe local da Autarquia vem
realizando diversas atividades, entre elas, a realização de cursos para
produção de adereços pessoais tradicionais, confeccionados com materiais
extraídos da natureza, introduzindo na prática artesanal algumas técnicas
contemporâneas para potencializar a escala de produção.
COMUNIDADES
TRADICIONAIS
As
comunidades tradicionais e quilombolas do Vale do Guaporé possuem uma enorme
diversidade cultural, que vem sendo transmitida através das gerações. São
conhecimentos desenvolvidos pelos povos originários da Amazônia, e outros
trazidos pelos colonizadores ou por pessoas escravizadas trazidas da África,
perpetuados por seus descendentes. A mistura desses povos deu origem às
comunidades que habitam às margens do Rio Guaporé e seus afluentes, bem como, à
riqueza cultural, material e imaterial da região.
A
capacitação da população nas comunidades tradicionais do Vale do Guaporé, pelos
extensionistas da Emater-RO, já atendeu comunidades desde os distritos de Porto
Rolim e Pedras Negras, no município de Alta Floresta d’Oeste, até comunidades
abaixo da cidade de Costa Marques, área potencial para o turismo da pesca
esportiva e contemplação da natureza.
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