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OPINIÃO: 364, a rodovia da morte


OPINIÃO: 364, a rodovia da morte  - Gente de Opinião
Por: João Serra Cipriano


Quando os jornalistas pegam no pé da classe política rondoniense, acreana, amazônica e mato-grossense pelo atual abandono e descaso de décadas da Rodovia Federal BR-364, eixo nacional que garante vida econômica, entrada de bens, alimentos e corredor de exportação da soja a esses quatro grandes estados da Amazônia Legal, é justamente para mexer sim com os brios das referidas bancadas e buscar atitudes para salvar vidas, que vem sendo ceifadas todos os dias.

A princípio, esse corredor rodoviário foi planejado na década de 80 para receber uma camada asfáltica para atender movimentações limitadas de mercadorias. Acontece que nas últimas décadas a região cresceu acima da média nacional, recebeu o corredor exportado de soja oriunda do noroeste mato-grossense, garante a entrada de alimentos e bens para toda uma região acima de 10 milhões de habitantes, passou a ser corredor de exportação de alimentos para muitos países andinos, além de dar sustentação a Zona Franca de Manaus com a saída de suas indústrias tecnológicas.

Passa diariamente pela nossa BR-364 milhares de veículos leves e pesados diariamente e ainda conserva as mesmas infra-estruturas de 80, e já passaram 30 anos e o governo federal através das bancadas regionais nada fizeram na pratica para garantir a modernização desse imprescindível corredor, que na verdade é a única artéria rodoviária que garante o progresso econômico, agrícola e social.

O fato é que a duplicação geral da BR-364 deve ser encarada como prioridade nacional e não como um favor do PAC ou das legendas partidárias que mandam no governo federal.

Assim como esta rodovia abre caminhos para o desenvolvimento regional, infelizmente, pelo esquecimento, péssimas obras de conservações e o esquecimento da sua duplicação por vários anos, têm sim, contribuído para tirar vidas de homens simples, políticos conhecidos, famílias pioneiras e milhares de trabalhadores, motoristas, estudantes e servidores públicos.

Todos sabem que promessas políticas já foram anunciadas nos últimos anos para a duplicação da BR-364, mas nada foi de fato colocado em prática. A corrupção, a incompetência e a falta de gestão federal sequer levaram adiante trechos como a entrada de Porto Velho e outros canteiros iniciados nas margens das cidades do interior do Estado.

Olha que esse trecho aqui da Capital caminha na omissão e corrupção desde o final do governo FHC, passando pelo governo Lula-PT e ainda o povo paga o maior preço, com as suas vidas, por tamanha mazela e vergonha política regional. Ignoraram a vinda das Usinas do Rio Madeira, delegando dinheiro público na ordem de quase 1 bilhão de reais em compensações das usinas e obras do PAC (viadutos) para uma prefeitura local, cujos governantes, não tiveram condições técnica de tocar serviços básicos e simples, como conservações de ruas e avenidas urbanas, que não conseguiu limpar valas e esgotos, além de manter limpas as nossas praças e comunidades da nossa periferia, quanto mais, gerenciar infra-estruturas grandiosas e complexas.

Quantas vidas mais precisaram ser ceifadas de nossos cidadãos para que as autoridades locais, as bancadas regionais que compõem os Estados da Amazônia Legal e que usa este eixo do desenvolvimento, para tomarem atitudes sérias e concretas para obrigar a União executar as ampliações necessárias. Quantas vidas?

Protestos, greves, fechamento da BR não devem ser instrumentos usados para chamar mais a atenção de todos, que as vidas perdidas todos os dias. É preciso uma imediata pressão política dos governadores dos quatro estados junto as suas bancadas, para que o governo federal tire do papel e dos discursos as contrapartidas sociais para essa região que tanto têm contribuído para gerar impostos, alimentos e riquezas ao Brasil e ao atual sucesso econômico.


Fonte: Jornalista: João Serra Cipriano - Email: ciprianoserra@yahoo.com.br / http://joaoserracipriano.blogspot.com    (61) - 8171-7217 - (69) - 8114 2101

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