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O jogo bruto pela mesa diretora da Câmara Municipal de Porto Velho


Valdemir Caldas - Gente de Opinião
Valdemir Caldas

Especulações sobre a escolha da mesa diretora da Câmara Municipal de Porto Velho para a próxima legislatura colocaram aquela Casa sob o enfoque de críticas ácidas nos jornais eletrônicos e nas mídias sociais, com comentários nada edificantes para uma instituição composta por pessoas que se elegeram e reelegeram prometendo defender os interesses do povo. Entretanto, o que se tem lido e ouvido vêm deixando muita gente com a pulga atrás da orelha, exigindo atenção especial das autoridades judiciais.

Houve uma época em que as principais armas usadas na eleição para a mesa diretora da Câmara Municipal eram outras, completamente diferente das de hoje. Eram tempos de Marise Magalhães Costa Castiel, João Bento, José Viana dos Santos, Abelardo Townes Castro, Clóter Saldanha Mota, Paulo Struthos Filho, entre outras figuras memoráveis, que dignificaram o parlamento municipal com suas presenças. Naquela época, não se ouvia falar, por exemplo, em assinatura de notas promissórias ou na distribuição de cargos, como celebração de acordos políticos, prática essa, aliás, bastante conhecida nos dias atuais como “toma lá, dá cá”, ou coisa parecida.

Longe de mim, contudo, pretender apontar o dedo na direção de quem quer que seja. Até que se prove o contrário, todo mundo é inocente. Ninguém praticou nenhum crime, tampouco pode ser acusado de alguma ilicitude. Por isso, nada melhor que uma boa e transparente investigação para se apurar eventuais desvios de conduta, mas não se pode negar que as conjecturas comprometem de morte a imagem do Poder Legislativo Municipal.

Trata-se, portanto, de uma situação que, além de preocupar, assusta. Situação essa, por sinal, que parcela expressiva da sociedade não aceitar, sem protestar. A Câmara Municipal está na berlinda. A população acompanha os passos do episódio com vivo interesse, enquanto aguarda uma posição das autoridades competentes. 

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