Segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026 - 10h57

Pelo
que se tem lido na imprensa, parece que o governador de Rondônia, cel. Marcos
Rocha, encontrou um partido para chamar de seu. Trata-se do PSD, comandado por
ninguém menos que Gilberto Kassab, uma velha e conhecida raposa da política
nacional, que sempre deu um jeito de corpo para permanecer na crista da onda
política, independentemente de que esteja na direção do país.
Reacende-se,
assim, nos corações de correligionários e simpatizantes do governador a chama
da esperança de que ele venha a disputar o Senado, apesar de Marcos Rocha ter
dito durante entrevista ao jornalista Everton Leoni que vai ficar até o final
do mandato, conquanto o histórico de promessas ensina que se não deve acreditar
cegamente em tudo que dizem os políticos, por fatores amplamente conhecidos
durante as campanhas eleitorais e, posteriormente, comprovados no exercício do
mandato.
E
o PSL, partido pelo qual o neófito candidato Marcos Rocha chegou ao governo do
estado de Rondônia, surfando na onda bolsonarista? Simplesmente ficou no
passado. Assim também como ficou no passado o União Brasil. Às favas os
partidos! No Brasil, é assim que a máquina política funciona. Os partidos são
facilmente descartáveis, jogados no lixo da história como se joga um papel
inútil na lixeira, porque a maioria das siglas não passa de ajuntamento de
compadres.
Ideologia,
quem possui? Alguns candidatos até conhecem os princípios ideológicos e
doutrinárias da agremiação, porém, só após eleger-se, descobrem que estavam no
partido errado. Então, qualquer motivo é suficiente para mudar de grei. Não
diga, contudo, que esse seja o caso do senhor Rocha, mas fica a lição.
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