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Léo vai arregar ou não?


Valdemir Caldas - Gente de Opinião
Valdemir Caldas

Por mais que o prefeito eleito de Porto Velho, Léo Moraes se esforce, lute, bata o pé, enfim, diga que não vai ceder à pressão de políticos eventualmente sedentos por nacos de poder em sua administração, chagará uma hora que ele não aguentará mais e jogará a toalha. Léo já foi vereador, deputado estadual e federal, conhece de perto como funciona a máquina do fisiologismo. Ou escancara as portas das secretárias, ou nada de votos.

Não quero dizer, contudo, que Léo tenha praticado esse tipo de conduta no exercício de mandato eletivo, tampouco que todos os parlamentares estão ávidos por cargos em seu governo. Nada disso. Mas ele sabe perfeitamente que o fisiologismo é o combustível que movimenta o motor da política brasileira, com as devidas exceções. Léo não é o primeiro e, certamente, não será o último prefeito a enfrenta situação semelhante. As mesmas figurinhas carimbadas que hoje estão mamando nas flácidas tetas da administração Hildon Chaves, logo estarão se refestelando nas delícias de sua administração.

Crítico implacável da gestão petista, o então vereador Jair Ramires conseguiu o que parecia tarefa impossível, ou seja, convencer o prefeito Roberto Sobrinho (PT) a nomeá-lo para a Secretaria Municipal de Serviços Básicos (SEMUSB), mesmo contra a vontade de “companheiros”. Depois, os dois tornaram-se amigos. E tudo acabou em pizza gigante. Essa estratégia é antiga. Se funcionou com outros prefeitos, por que seria diferente com o jovem Léo Moraes? Se Léo arregará ou não, só o tempo vai dizer. No começo, ninguém quer ceder, mas, depois, tudo acaba em elogios e tapinhas nas costas, com as secretárias e órgãos públicos entupidos com indicações de políticos.

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