Sábado, 16 de agosto de 2025 - 08h10
O telefone toca. Quem
será!?
Era a amiga de minha mulher, que queria
combinar a visita a sua casa. Era assim outrora, no tempo em que a sociedade
convivia e, conversar era uma arte.
Desmudaram-se os tempos.
Agora quando o ouço tilintar, quer seja o fixo
ou o móvel, logo penso: " lá vem " injeção"...
Ainda não decorreram muitos anos – ao levantar
o auscultador, ouvi deliciosa voz juvenil, tratando-me pelo nome. Disse-me que
era responsável por Infantário, e queria levar os petizes à praia. Mas havia
crianças, cujos pais não podiam pagar. Lembrou-se de me telefonar, porque
certamente seria católico, e daria donativo para suprir essa despesa.
Respondi-lhe que se fosse dar a todos, que me
pedem, teria que ir pedir à porta de igreja, como o Mendigo de Camargo.
Alterou-se a menina, argumentando que vinte
euros não faziam falta a ninguém, e certamente não queria impedir que, meninos
pobres, fossem divertir-se à praia.
E como
lhe dissesse que não; nem conhecia o Infantário. Levantando a voz, atirou-me a praga:
" Deus queira que não tenha, um dia, ir pedir à porta de igreja", e
desligou brutamente.
O telefone que é objeto útil, transformou-se
numa praga:
Terrim ...terrim .... É a empresa telefónica
que quer oferecer novo serviço, que não me interessa. Começa a batalha de
palavras. Guerra que só termina quando lhe digo a conhecida expressão – "
Não é não"
A cada passo telefonam-me: é a concorrente que
me oferece melhores vantagens. E os enganos, que chegam do país e de fora, são
às dúzias, ...
Chego a ouvir o terrim
...terrim..., mais de meia dúzia, por dia! mas agora, quando não conheço o número,
desligo.
Teimosamente continua a tilintar: de: manhã, à
hora e almoço, de tarde, à noite...até de madrugada!... São em regra
confidenciais: incomodam... mas não querem ser incomodados...
O que hei-de fazer? Se a crise maior da
sociedade, é de educação; esta, há muito se ausentou, mesmo a elite, que se
orgulha de graus académicos ou de nobreza – republicana ou monárquica...
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