Terça-feira, 24 de junho de 2025 - 13h19

Como é
possível alguém, em sã consciência, dizer que defende o estado democrático de
direito e, ao mesmo tempo, abraçar, sem nenhum pejo, ditaduras como China,
Rússia, Venezuela, e teocracias como o Irã, onde mulheres são discriminadas,
com limitações em sua liberdade pessoal, obrigadas a usar um véu para cobrir o
cabelo e o pescoço, sob pena de prisão e até de tortura.
Por
incrível que pareça, mas o regime dos aiatolás, que manda no Irã desde 1979,
interfere até na escolha de parceiros e atividades locais. Onde estão as
feministas de esquerda que não veem a violência doméstica praticada contra as
mulheres iranianas, brutalmente massacradas e vilipendiadas em seus mais
comezinhos direitos por causa de costumes e tradições diabólicas, completamente
divorciados dos mais elementares princípios de justiça e, o que é mais
importante, Divinos?
Verdadeiramente,
esse pessoal só enxerga o que lhe interessa. Onde estava essa gente que não viu,
ou fingiu que não viu, o que todo o mundo viu, ou seja, a morte de uma jovem
iraniana de 22 anos, em setembro de 2022, após um golpe violento na cabeça
desferido pela polícia moral (?) dos aiatolás por usar o véu errado? Em
público, enchem a boca para defender a importância da ciência e da tecnologia
para o desenvolvimento social e econômico do país, mas se calam diante da
destruição de um laboratório de pesquisa de mudas de eucalipto transgênico em
Itapetininga, interior de São Paulo, em março de 2015, por integrantes do MST.
Isso faz lembrar a passagem Bíblica do cisco e da trave, na qual Jesus chame de hipócrita a pessoa que é ágil no gatilho na hora de criticar os defeitos dos outros, mas, por pura vaidade, é incapaz de reconhecer suas próprias fraquezas, ou seja, quer tirar o cisco que está no olho do próximo, mas não se esforça para tirar a trave que está no seu. Afinal, é mais fácil apontar o dedo na direção do outro do que fazer uma autoavaliação.
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