Segunda-feira, 18 de novembro de 2024 - 14h45

Imagino quão não deve estar sendo
difícil para o prefeito eleito Léo Moraes (Podemos) levar adiante seu desejo de
não somente mudar a paisagem urbanística de Porto Velho como também melhorar a
qualidade dos serviços prestados à população, retirando, assim, a capital do
estado de Rondônia do ranking vexatório das piores cidades brasileiras,
principalmente quando o assunto é abastecimento de água potável e saneamento
básico, tantos e tamanhos são os interesses difusos que circulam ao seu redor,
a começar pela escolha de sua principal equipe de colaboradores.
É fato que Léo caminhou praticamente
sozinho durante o primeiro turno da eleição. A maioria dos partidos preferiu
subir no navio pilotado pela candidata Mariana Carvalho (União Brasil). Agora, a
turma do “é dando que se recebe”, a mesma que lhe virou as costas nos dois
turnos da eleição, não se cansa de tecer loas ao seu respeito, sem nenhum
acanhamento, evidenciando seus verdadeiros propósitos, que em nada se coadunam
com as legitimas aspirações da sociedade, mas, sim, saciar o apetite voraz por
cargos em sua administração para acomodar parentes, aderentes, amigos e cabos
eleitorais.
Enquanto isso, aliados seus, que
estiverem com ele no decorrer de toda a campanha eleitoral, comendo o pão que o
diabo amassou, temem serem preteridos na hora da divisão do bolo. Na pior das
hipóteses, receiam pegar apenas as sobras tamanha é a voracidade com que o
fisiologismo avança para comer os maiores e mais suculentos pedaços da iguaria,
nem que para isso tenha que sacrificar princípios.
O eleitor, que sacrificou o descanso
e o lazer ao lado de sua família para ir às urnas, vê essas coisas e não
aceita, apenas imagina que, quem assim procede, não tem nenhum compromisso com
os destinos da cidade e o bem-estar da população, mas com seus próprios e
mesquinhos privilégios. Não há dúvidas de que o prefeito eleito Léo Moraes terá
uma difícil missão pela frente.
Quarta-feira, 7 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)
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