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Luciana Oliveira

Sou filha e neta de seringueiros e pari também um casal com herança de beradeiros. Sou Bacharel em Direito e estou empresária, mas do jornalismo, minha vocação e primeira atividade profissional, não aposentarei nunca. Meu pai Antônio Cândido da Silva, é poeta, escritor e questionador da história regional. Minha mãe, Maria da Conceição, artista de fogão, boleira de mão cheia. Sou fruto da terra, amante da cultura popular de onde tiro muita história pra contar. Não escrevo por dinheiro ou aplauso, mas pra me sentir viva. Fui repórter da TV Rondonia, TV Allamanda e TV Meridional, apresentadora e redatora do SGC em Jí-Paraná, chefiei a redação do Diário da Amazônia e a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Porto Velho em 2005

Tribunal Popular julga hoje impactos causados por usinas do Madeira Por Luciana Oliveira

14/11/2017 - [20:24] - Opinião


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O julgamento acontecerá no Ministério Público do Estado de Rondônia, a partir das 14 horas.

É organizado pelo Grupo de Pesquisa Energia Renovável Sustentável – GPERS, Instituto Madeira Vivo – IMV, Movimento dos Atingidos Por Barragens – MAB, Comissão Pastoral da Terra – CPT, Conselho Indigenista – CIMI, Central de Movimentos Populares – CMP, Aliança Dos Rios Panamazônicos e com a participação das pastorais sociais da arquidiocese de Porto Velho.

A ideia surgiu no II Encontro Sem Fronteiras Brasil, Bolívia e Peru, realizado em agosto de 2016.

A intenção é demonstrar o que de fato ocorreu e se agrava em termos de impactos sociais e ambientais com a implantação das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira.

Desde o início do megaprojeto que visa a Integração de Infraestrutura Regional Sul-Americana (IIRSA), firmado em 2000 pelos presidentes dos 12 países da América do Sul para incentivar a integração física e econômica da região, que o Ministério Público e ambientalistas alertam para os impactos da construção na região de rica biodiversidade e intensa vida ribeirinha.

E são vários os aspectos que mudaram para sempre o meio ambiente e a vida em comunidades atingidas, o que gerou várias ações judiciais, individuais e coletivas.

Recentemente, por conta de um erro o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), determinou uma redução de até 1.600 megawatts do potencial total das usinas – o suficiente para atender cerca de 5 milhões de pessoas – sob risco de causar um blecaute nas regiões Sul e Sudeste do País.

Leia mais aqui: http://blogdalucianaoliveira.com.br/blog/2017/10/24/apos-uma-decada-para-concluir-erro-de-projeto-limita-a-geracao-de-usinas-do-madeira-que-custaram-r-40-bilhoes/

É um Tribunal Popular para análise técnica e política das violações de direitos ocorridas com a construção da usinas, que resultaram em crimes contra o meio ambiente e pessoas.

A cheia avassaladora de 2014, a lentidão das ações judiciais e o assassinato da liderança do MAB, Nilce de Souza Magalhães, terão destaque no julgamento.

Águas Para Vida: atingidos da usina de Jirau. Foto: Joka Madrug

A participação de atingidos será emblemática, com vítimas da área urbana e rural, inclusive da Bolívia.
Pescadores, ribeirinhos, agricultores, especialistas nos campos energético e ambiental, irão testemunhar sobre o que ocorreu após a construção das usinas.

O corpo de jurados será formado pelo especialista em modelo energético e pessoas críticas e comprometidas com lutas sociais, entre eles, o bispo Dom Antônio Possamai, o psicólogo Aloisio Vidal, o físico Artur Moret, a jornalista Luciana Oliveira e o Deputado Estadual Lazinho da Fetagro.

O juiz que coordenará o I Tribunal Popular é Marcos Aurélio Bastos de Macedo, da Bahia.

Ernande Segismundo e Bruna Balbi, são os advogados de acusação.

Qualquer pessoa pode assistir e terá direito a certificado.


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