Terça-feira, 8 de agosto de 2017 - 16h47
O rio Madeira é um dos principais corredores logísticos do País e integra o Arco Norte. Pela Hidrovia do Madeira ocorre o escoamento da produção agrícola, principalmente soja e milho de Mato Grosso e Rondônia, e insumos como combustíveis e fertilizantes, com destino a Porto Velho e Manaus. A dragagem do Rio Madeira entre os estados do Amazonas e Rondônia é uma antiga reivindicação das empresas de navegação, que operam no transporte fluvial de cargas e passageiros no Norte do Brasil.
O presidente do Sistema Fiero, Marcelo Thomé, lembra que a instituição lutou pela dragagem permanente, pois ações imediatas são necessárias, principalmente nos pontos críticos do rio Madeira visando dar mais segurança na navegação. “A dragagem é essencial ao fortalecimento da economia e vai resolver um grave problema hidroviário do nosso Estado. Isso é sinônimo de fomento ao emprego e garantia da fluidez dos nossos produtos para os principais portos. As obras são uma garantia de navegabilidade durante todo o ano e dará suporte à economia”, afirmou.
De acordo com Thomé, desde julho, o Madeira começou a registrar níveis mais baixos, momento propício para realização dos serviços de dragagem com intuito de permitir a navegação contínua, de forma que as empresas não necessitem reduzir as cargas transportadas nesse período. “Uma viagem em um comboio com sua capacidade completa representa um desafio se não houver um canal navegável, é inviável e está acarretando prejuízos para empresários e para Rondônia”, garante.
A dragagem é o procedimento para remoção dos sedimentos que se encontram no fundo do rio para permitir a passagem das embarcações em áreas mais assoreadas. No caso do Rio Madeira, o DNIT anunciou que um trecho de 1.086 km de extensão, que vai da capital de Rondônia até o município de Itacoatiara (AM) receberá dragagem. O trecho é considerado crítico pelo próprio Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte. O valor estimado para a dragagem é de R$ 81.825.643,70. Os serviços serão realizados com maior periodicidade durante 60 meses.
O risco de acidentes náuticos no período da seca colocou em alerta navegação na região. O baixo nível das águas e a existência de bancos de areia podem provocar colisões de embarcações. "Esse adiamento da dragagem do Rio Madeira prejudica muito a navegação, principalmente no período da seca. Estamos esperando uma seca bastante rigorosa, pois as cotas atuais mostram que o rio está oito metros abaixo da mesma medida registrada no ano passado. Isso indica uma seca intensa. Precisamos muito dessa dragagem", enfatizou o presidente do Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma), Galdino Alencar Júnior.
Para o presidente da Federação Nacional das Empresas de Navegação Aquaviária (Fenavega), Raimundo Holanda, a viabilização da dragagem do rio Madeira deve ficar além do discurso e tornar a via navegável continuamente. “Rondônia é um Estado promissor, que compõe como personagem principal a rota comercial do Arco Norte e necessita da viabilização desta hidrovia, navegável os 365 dias/ano.
“A implantação de hidrovias tornou-se uma questão de Estado e os números indicam isso”, frisou o diretor presidente da Sociedade de Portos e Hidrovia de Rondônia (Soph), Leudo Buriti. “São transportados mais de 6 milhões de toneladas de grãos e outros 6 milhões de toneladas divididos em cargas gerais, derivados de petróleo e gás pelo rio Madeira. Está mais do que comprovado a necessidade desta via para atender também o mercado interno”.
Fonte: Carlos Araújo
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