Sábado, 20 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Municípios

MPF/RO move ação contra invasores de terra indígena



Invasão causou prejuizos à floresta e danos a várias populações indígenas.

O Ministério Público Federal em Ji-Paraná (RO) ajuizou hoje, 20 de maio, ação civil pública contra os líderes da invasão à terra indígena Uru-Eu-Wau-Wau, pedindo indenização para ressarcimento de dano ambiental e a condenação dos envolvidos por danos morais coletivos.

Em maio de 2007, o fundador e presidente da Associação dos Trabalhadores Rurais do Vale do Rio Guaporé Hermes Cavalheiro e mais sete pessoas motivaram a invasão de terra por cerca de mil pessoas com a promessa de que a terra seria legalizada pelo governo federal. Entretanto, a ocupação era ilegal, tendo em vista que se tratava de terra indígena já demarcada pelo governo.

Para realizar a invasão, os líderes montaram uma associação, cobrando 20 reais por pessoa, com a promessa de que cada família teria um lote de 42 alqueires junto às terras indígenas Uru-Eu-Wau-Wau. Para convencer as vítimas, Hermes apresentava documentos falsos, ratificando que as terras a serem loteadas não pertenciam aos índios e que seriam destinadas aos membros da associação, apesar de saber que se tratava de propriedade da União não sujeita a loteamentos.

Conforme o laudo pericial do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a abertura de trilhas, derrubada de arbustos, pisoteio do solo, corte de árvores para a utilização dos troncos na construção de barracos, pontes, mesas, além do uso de folhas das espécies Arecaceae para cobertura de casas, causaram danos significativos à vegetação local, numa área aproximada de 20.3144 hectares, danificando a floresta considerada de preservação permanente.

Com a invasão, também houve relevantes danos à população indígena do local, como os povos uru-eu-wau-wau, amondaua, oro owin e diversos outros grupos formados por índios isolados, cuja sobrevivência física e cultural foram colocadas em risco.

Os procuradores da República pediram a condenação dos réus por danos morais coletivos, visto que as ações dos réus provocaram um sentimento de descrédito da sociedade em relação ao futuro, à eficácia das disposições constitucionais e, até mesmo, à própria noção de vida social, abalando o sentimento de proteção que deve sentir o cidadão com relação ao Estado e a certeza de que terá o meio ambiente equilibrado e protegido.

O valor do ressarcimento, caso haja condenação, será revertido ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos.

Fonte: Ascom/MPF - Elizabete Piedade

 

Gente de OpiniãoSábado, 20 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Venha torcer pela vitória do Brasil na Rua do Hexa

Venha torcer pela vitória do Brasil na Rua do Hexa

Chegou o grande dia! A Seleção Brasileira entra em campo nesta sexta-feira para enfrentar o Haiti pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do M

Rua do Hexa terá dois telões, brinquedos e shows musicais na torcida pelo Brasil

Rua do Hexa terá dois telões, brinquedos e shows musicais na torcida pelo Brasil

Após o sucesso da transmissão do primeiro jogo, a Prefeitura de Porto Velho prepara uma programação ainda maior para receber a população na Rua do H

Programação diária marca nova fase da Rua do Hexa em Porto Velho

Programação diária marca nova fase da Rua do Hexa em Porto Velho

O sucesso de público e a aprovação popular fizeram a Prefeitura de Porto Velho dar um novo passo na Rua do Hexa. A partir desta semana, o espaço pas

Jovens da Rádio Farol transformam paixão junina em sonho no Arraiá do Bera

Jovens da Rádio Farol transformam paixão junina em sonho no Arraiá do Bera

Quando Arthur Melo tinha apenas oito anos de idade, o que mais chamava sua atenção nas noites de arraial eram as luzes, as cores e a emoção que tomav

Gente de Opinião Sábado, 20 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)