Sábado, 7 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Meio Ambiente

Ministério Público Federal processa fazendeiros e frigoríficos do Pará


 
Também recomendou que principais redes de supermercado do país parem de comprar carne proveniente da destruição da Amazônia.

O Ministério Público Federal (MPF) no Pará encaminhou hoje às redes de supermercados Carrefour, Wal Mart e Pão de Açúcar uma recomendação para que parem de comprar carne proveniente da destruição da Amazônia, distribuída por frigoríficos do Pará. Outros 72 compradores de produtos bovinos também receberam a recomendação. O descumprimento do pedido pode resultar em multa de R$ 500,00 por quilo de produto comercializado.

Além disso, o MPF está processando 20 fazendas, o frigorífico Bertin e outras 10 empresas do setor pecuário que atuam no Pará, acusadas da impedir a regeneração da floresta amazônica em áreas desmatadas ilegalmente e que já haviam sido multadas anteriormente. A ação, no valor de R$ 2,1 bilhões pede a indisponibilidade de bens dos proprietários, pagamento de multa e indenização, embargo de qualquer atividade nas áreas de reserva legal e recuperação de 557 mil hectares com reflorestamento ou condução da regeneração natural. Por terem comprado gado destas fazendas, os frigoríficos e curtumes serão co-responsabilizados. (Baixe o PDF da ação aqui)

O Greenpeace lançou hoje o relatório “A Farra do Boi na Amazônia” apontando a relação entre empresas frigoríficas envolvidas com desmatamento ilegal e trabalho escravo com produtos de ponta comercializados no mercado internacional. Para piorar, o governo brasileiro financia e tem participação acionária nas principais empresas pecuárias que atuam na Amazônia. O frigorífico Bertin é uma das empresas apontadas pelo Greenpeace como responsáveis pela compra de gado de fazendas que desmataram ilegalmente a floresta Amazônica, distribuindo no Brasil e mundialmente os produtos derivados dos animais.

Os supermercados e empresas notificados também foram solicitados a implementar sistemas de identificação precisa da origem, qualidade e legalidade de todos os produtos oferecidos para consumo, em especial os que tenham utilizado matéria-prima natural, para garantir que os consumidores tenham todas as informações necessárias sobre a origem dos produtos.

“Antigamente, era o mercado que definia o que o consumidor deveria comprar. É preciso inverter essa equação, dando condições para que o consumidor decida o que o mercado deve vender”, disse o procurador da República no Pará, Daniel Avelino, autor da ação.

“Este processo demonstra a importância das empresas assumirem sua responsabilidade, deixando a destruição da Amazônia fora de suas cadeias de fornecimento, implementando sistemas efetivos de rastreamento que permitam ao consumidor saber de onde vem a carne e o couro que estão consumindo”, disse André Muggiati, do Greenpeace.

Gente de OpiniãoSábado, 7 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Prefeitura de Porto Velho registra avistamento de onça-parda em área urbana e intensifica monitoramento no Parque Circuito

Prefeitura de Porto Velho registra avistamento de onça-parda em área urbana e intensifica monitoramento no Parque Circuito

A Prefeitura de Porto Velho informa o registro de avistamento de uma onça-parda (Puma concolor), também conhecida como suçuarana, nas proximidades do

Estudante da UFSCar descobre nova espécie de ave na Amazônia

Estudante da UFSCar descobre nova espécie de ave na Amazônia

Um canto incomum ouvido na Serra do Divisor, no estado do Acre, na fronteira com o Peru, levou o biólogo e ilustrador Fernando Igor de Godoy, doutor

“Vou estudar debaixo da árvore que plantei”: criança traduz o propósito do plantio que mira um Carnaval de carbono neutro

“Vou estudar debaixo da árvore que plantei”: criança traduz o propósito do plantio que mira um Carnaval de carbono neutro

A Ecoporé, instituição com 37 anos de história em Rondônia, e o Bloco Pirarucu do Madeira uniram forças em uma ação que redefine a relação entre as

De Rejeito a Recurso: Estudo sobre a Viabilidade do Condensado de Ar-Condicionado em Água Reutilizável

De Rejeito a Recurso: Estudo sobre a Viabilidade do Condensado de Ar-Condicionado em Água Reutilizável

Pesquisadores de Porto Velho-RO apresentam solução inovadora para reaproveitar água de ar-condicionado em prédios públicos, promovendo sustentabilid

Gente de Opinião Sábado, 7 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)