Porto Velho (RO) sexta-feira, 3 de julho de 2020
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Luka Ribeiro

Regra de ouro + Situações graves + Terras caídas + Esticando o bico


Regra de ouro + Situações graves + Terras caídas + Esticando o bico - Gente de Opinião

Regra de ouro

Conquistar clientes e garantir sua fidelidade são os grandes desafios dos empreendedores de todos os portes diante da imensidão de ofertas, marcas e promoções vistas no mercado global. Práticas inadequadas, como iscas e truques que iludem clientes por meios maliciosos, são punidas com denúncias virais.

De todos os castigos por não cumprir as regras de um comércio saudável, perder clientes é o mais temido e prejudicial aos negócios. É este o risco que as empresas brasileiras com importante presença no mercado global correm com a desídia, omissão e prevaricação do setor público que leva ao aumento da devastação florestal. Se não perder clientes é a regra de prata dos negócios, a lei de ouro é que o cliente sempre tem razão.

É preciso tratar com cuidado, sem polarização nem os insultos que inviabilizam qualquer diálogo, o pavor que acometeu dezenas de empresas europeias, entre as quais as importantes redes britânicas Sainsbury’s, Tesco, Morrisons e Marks & Spencer. Elas ameaçam impedir produtos brasileiros de chegar aos consumidores mundiais se o Congresso aprovar o projeto de lei de regularização fundiária que substituiu a MP 910 mas não eliminou o risco de acelerar o desmatamento. A diplomacia brasileira, que andou mal nos últimos anos, tem aí uma ótima chance para se redimir, explicando aos medrosos que lei bem debatida é sempre melhor que MP ou decreto autoritário.

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Situações graves

Sem dúvidas os prefeitos que enfrentaram as piores situações em Porto Velho foram Mauro Nazif (PSB) na pior cheia de todos os tempos no Rio Madeira em 2014, e agora o atual prefeito Hildon Chaves (PSDB) com a pandemia do coronavírus. Nazif urrou e Hildon Chaves também está urrando – e continuará com o drama um bom tempo. Por coincidência os dois devem  encarar a eleição do final do ano da prefeitura da capital. Ambos são bons  viva-vira, em debates e cheios de artimanhas! Será um bom duelo na TV.

Terras caídas

Havendo sensibilidade dos governantes – o que não é o caso em Rondônia - o fenômeno das terras caídas (erosão fluvial e desbarrancamentos) deveria ser levado mais a sério. O evento cíclico tem causado as margens do Rio Madeira prejuízos para dezenas de comunidades problemas como despovoamento, perda de terras agricultáveis, de patrimônio e até de vidas humanas. E em alguns distritos a situação foi agravada desde 2014.

Esticando o bico

Segue a quebradeira dos lojistas em Porto Velho e diariamente se vê novos estabelecimentos comerciais fechando gerando o fantasma do desemprego. Conversei com lojistas ontem que admitem, que não vão suportar esta situação causada pela pandemia do coronavírus por mais trinta dias. E as previsões mais otimistas dão conta de que as consequências da peste do coronavírus  no comércio continuem até o final deste ano.

As queimadas

No vizinho estado do Amazonas além da peste do coronavírus, as queimadas estão crescendo na região metropolitana de Manaus e sul do estado, fazendo com que o governo decretasse estado de emergência ambiental  tal a gravidade do problema. Não demora e a fumaceira pinta por aqui em Rondônia levando em conta que o desmatamento foi grande de 2019 para cá. Como se vê, as perspectivas não são das melhores. Pobres crianças e velhinhos mais sujeitos as doenças respiratórias.

Tragédia anunciada

Por causa da superlotação de passageiros de cargas nas embarcações dos rios da Amazônia, mais de 200 pessoas morreram em aproximadamente 150 naufrágios nos últimos anos. Infelizmente está tragédia anunciada segue fazendo vítimas  nos portos  da região – inclusive no Madeirão – ondo o que se vê  é o desrespeito a vida humana. Não bastasse o coronavírus atormentando....

Via Direta

*** Os lojistas do shopping Porto Velho estão implorando pela redução no preço do aluguel. Já não suportam mais a crise provocada pelo coronavírus *** O auxilio social não chegou aos pequenos agricultores, um segmento já passando necessidades em vista da queda das suas vendas nas feiras livres Rondônia  ***A pandemia chega cada vez mais perto da casa dos rondonienses. Temos uma população em pânico, pois a cada quarteirão já existem casos de contaminação. *** As casas de materiais de construção seguem com  boas vendas em Porto Velho, assim como os supermercados. Outros segmentos da economia reclamam. Tem até clínicas médicas e odontológicas fechando *** Ao mesmo tempo bolsões das cracolândias crescem no centro histórico e nos bairros. Haja zumbis perambulando pela capital. É coisa de louco!

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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