Quarta-feira, 15 de dezembro de 2010 - 05h04
A diplomação
Com toda pompa e circunstância, se não houver alguma surpresa de última hora, todos os eleitos nas eleições de outubro – do governador Confúcio Moura, ao vice Airton Gurgacz, aos senadores, deputados estaduais, federais e respectivos suplentes, serão diplomados nesta quarta feira. Em tempo: nos últimos dias havia muita gente voduzando o ex-governador Ivo Cassol, senador eleito, mas ele tinha vencido todas as paradas na justiça eleitoral.
Centro de turismo
Ao inaugurar hoje o centro de atendimento ao turista no aeroporto internacional Jorge Teixeira, a municipalidade de Porto Velho dá seu primeiro passo para explorar o turismo na capital. Infelizmente, o estado de Rondônia ainda engatinha no setor. Os sucessivos governos estaduais não deram prioridade para uma área que ativam a economia de muitos estados.
Grande atraso
Na verdade, o estado de Rondônia precisa reverter um grande atraso no setor turístico. Mesmo com a exuberância da Pantazonia, aquela maravilhosa região na fronteira da Bolívia, onde o pantanal mato-grossense encontra a biodiversidade da Amazônia, no Vale do Guaporé - e de monumentos históricos do porte da Estrada Madeira Mamoré, o segmento continua penando por falta de estrutura.
Na disputa 2012
O PT começa abrir diálogo visando se entender para não entregar o ouro para o inimigo nas eleições municipais de 2012 em Porto Velho. Se a legenda conseguir conter o divisionismo e a perda de quadros importantes, terá todas as chances de emplacar mais uma administração petista. Afinal, a atual gestão tem obras de grande porte para entregar nos próximos dois anos: do centro administrativo municipal, ao terminal Fluvial de passageiros, a nova rodovia.
Mesa Diretora
Como o governador Confúcio Moura ainda não decidiu quem vai apoiar, os pretendentes a presidência da Assembléia Legislativa vão fazendo o que podem na peleja. A base aliada, do futuro governo chegou a 14 deputados, no último “recenseamento” das suas lideranças. Junto aos cassolistas, a conta é outra, que eles contam com 12 deputados divididos, entre Neodi Carlos e Valter Araújo.
Haja traíras
Mas as contas das duas coalizões não batem – para isso seriam necessários 26 parlamentares e a ALE Rondônia conta com 24 – e o que se vê é que tem gente blefando, ou traíras jogando dos dois lados. Pessoalmente, aposto na segunda alternativa: já existe uma certa tradição em trairagem nas eleições da mesa com resultados surpreendentes – e as vezes até cinematográficos.
Choque de renovação
Se constata, na medida, em que o governador eleito Confúcio Moura vai concluindo as nomeações do seu futuro secretariado, um verdadeiro choque de renovação nos quadros técnicos e políticos no estado. Ele apostou em renovação até na área de educação, ao nomear o engenheiro eletrônico Jorge Alberto Elarrat Canto. É uma renovação saudável, Rondônia queria isso. Por último: quem vai dançar com as mais feias do baile serão os secretários de Saúde e de Segurança pública. São áreas que estão em colapso.
Do Cotidiano
Os crédulos e os politizados
Em política, há os desencantados, os céticos, os crédulos e os politizados. Do desencanto e do ceticismo, é usual vir à omissão. Já os crédulos e os politizados participam, mas em grau, qualidade e intensidades diferentes.
No atual processo eleitoral, o que mais se vê é desencanto e cetismo, por um lado, e muita ingênua credulidade, por outro. Os politizados, que defendem princípios e não apenas nomes e as fantasias do marketing eleitoral, infelizmente, ainda são minoria e não serão eles, exatamente por isso, que decidirão por si mesmos as eleições de outubro.
O mais importante nisso tudo nem são os resultados, pois povo algum evitou a eleição de maus elementos. Todas as nações tiveram que purgar com luta e sacrifício o resultado das más escolhas. O mais importante é que, seja desencantado, cético, crédulo ou politizado, o cidadão tenha à disposição o maior volume de informação possível para que a escolha seja a que menores problemas trará a si e a seus compatriotas.
É a informação que fará o desencantado encontrar enfim alguma ideia que o encante. É a informação que fará o cético encontrar um fio, ainda que tênue, para encontrar uma razão convincente. Com ela, os crédulos se tornarão menos ingênuos e mais críticos. E só ela pode fazer com que um estrato maior da população adquira a “pós-graduação” na vivência comunitária, que é a politização.
Os informados sobre detalhes importantes dos processos eleitorais, como origem das candidaturas, seus reais compromissose a que interesses servem, ainda que possam manter um certo grau de desencanto ou ceticismo, pois a informação precisa e crítica derruba implacavelmente os falsos ídolos e dissolve seus pés de barro, inevitavelmente ficarão menos crédulos nos artifícios solertes da propaganda e se inclinarão progressivamente à politização.
Em outubro, os eleitores brasileiros, desencantados, céticos, crédulos ou politizados, vão às urnas decidir o futuro de sua Pátria e, com ela, de si mesmos e suas famílias, amigos e vizinhos. Que se informem e decidam bem!
Via Direta
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Fonte: Carlos Sperança - csperanca@enter-net.com.br
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