Porto Velho (RO) segunda-feira, 8 de agosto de 2022
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Léo Ladeia

POLÍTICA & MURUPI - Brasil pulando a fogueira e soltando rojão


POLÍTICA & MURUPI - Brasil pulando a fogueira e soltando rojão  - Gente de Opinião

1-Vida de gado e o cipoal tributário

É básico em economia que os preços de produtos e serviços sofrem a influência da lei de oferta e procura. É básico também que numa soma se as parcelas forem iguais, mesmo fora de ordem o total será sempre igual.  Em 1953 a estatal Petrobrás foi criada e monopolizou a exploração e distribuição até 1997. FHC acabou com o ciclo de exploração exclusiva, mas o monopólio da distribuição continuou. Os preços de combustíveis eram fixados pela Petrobrás numa equação que não levava em conta o preço internacional do barril de petróleo, mas sob Temer esta regra mudou e mudando-se as parcelas ou a forma de se fazer a conta o resultado muda. Entra outro componente na equação. A guerra da Ucrânia moeu o mercado de petróleo e gás. O Brasil tentou e ainda tenta mudar as regras com tentativas até interessantes. Há, porém, dois obstáculos: o primeiro é o cipoal de impostos, royalties e contribuições e o segundo é que em ano eleitoral quem mamou na Petrobrás quer voltar e só vê a teta gorda. Por que o Brasil se perde em bate-bocas quando poderia seguir o caminho do Chile, Coreia do Sul e Espanha que cortaram impostos sobre combustíveis e gás ou Portugal que criou um voucher ou até os EUA que pretende adotar a redução de impostos por três meses. O caminho parece ser este, mas como Brasil não é para amadores, que tal uma CPI, um mimimi e uma greve geral só para ferrar o povo que ainda por cima é obrigado a pagar os custos, viver com a inflação e escolher no voto entre dois modelos anacrônicos e corruptos de esquerda e direita para manter o eleitor como gado no curral? É a treva.


2-Não é somente o ministro. É o ministério todo

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Após o vexame das autoridades, do custo da operação e do constrangimento do cidadão Milton Ribeiro, fica a dúvida: o problema é o ministro, o padrinho ou é o ministério? Como disse Paulinho da Viola, “tá legal, eu aceito o argumento”: Vá, lá que tenha sido a venda do carro da família que por descuido, imperícia, incompetência ou algo do tipo não esteve no foco das investigações. Contudo, que tal investigarmos a razão de tantas trocas de ministros na pasta da Educação e por que foram todos tão desimportantes para a vida do brasileiro? Quando se pergunta a qualquer pessoa sobre a educação, a resposta é quase unânime: é ruim. E piorou na pandemia. Quando olhamos índices de evasão ou abandono escolar, analfabetismo,resultados de ENEM, olimpíadas de conhecimento ou principalmente do PISA- Programa Internacional de Avaliação de Estudantes que avalia leitura, matemática e ciências, vemos que nossos problemas estruturais são enormes e que o erro está na ausência da política que entrega, monitora e revisa conteúdo. E basta-nos olhar para o vexame nas universidades, em especial as públicas que recebem jovens recém-saídos do ensino médio com uma carga de deficiências que impactarão sua vida acadêmica. E a luta continua igual: salário, progressão, salário, quinquênio, tudo antes do debate sobre currículos e aprendizagem. E aí a treva domina a pauta.

                                                            

          3-Sua eminência Gilmar Mendes

Na revista Crusoé que foi ao ar hoje, sexta feira, dia 24 de junho, o articulista Mario Sabino escreveu sobre Gilmar Mendes, ministro do STF, chamando-o de “o homem mais poderoso do Brasil. “Não existe ninguém mais poderoso no Brasil do que Gilmar Mendes. Se um ministro do STF pode tudo, ele pode ainda mais. Não há ninguém capaz de ombrear com ele. No Supremo Tribunal Federal ele engoliu todos os presidentes do tribunal, desde que Joaquim Barbosa deixou o cargo e retirou-se da Corte. Por qual motivo ninguém lhe faz frente? É que o decano do STF, ao contrário do resto, sabe que só tem poder quem efetivamente o exerce por inteiro. Age sem peias por instinto, por origem e também, reconheçamos, porque leu Maquiavel melhor do que qualquer outro integrante atual da Corte”. E continua o jornalista  Mário Sabino com sua reportagem:

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 “A Lava Jato, fulminada, serviu a que Gilmar Mendes estendesse o seu poder ao Poder Legislativo. Ele, que era chapa, virou patrão. No Executivo, Jair Bolsonaro lhe é tão devedor, que foi pedir a bênção para que ele fizesse a indicação de Kassio Nunes Marques. André Mendonça? Gilmar Mendes, outra vez. Se Lula for eleito presidente da República, ele terá um credor no Gilmar Mendes, atual decano do STF, porque foi Gilmar quem o tirou da prisão.” E para quem acha que Gilmar está afastado enquanto os ministros Alexandre Moraes, Fachin ou Barroso farfalham na boca do palco, esperem abrir as cortinas. O protagonista da peça será sempre ele. Na maioria das vezes em monólogo. Noutras com atores secundários. Mas à frente, sempre ele.        

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