Sexta-feira, 17 de maio de 2019 - 11h02

Se alguém viu algum parlamentar de Rondônia no ato unificado em defesa da educação, me diga que corrijo a crítica.
As ruas do centro da capital foram tomadas por uma manifestação que reuniu por maioria estudantes, professores, funcionários públicos e trabalhadores.
A passeata que interrompeu o trânsito em duas avenidas de intenso fluxo foi não só de grande impacto visual, mas emocional.
Era contra os bloqueios anunciados pelo governo Bolsonaro na educação e também contra a reforma da Previdência que querem aprovar com chantagem para liberação dos recursos.
Foi pela forma depreciativa que o governo classificou as universidades e institutos federais como ambientes doutrinados pela esquerda, de baixíssima qualidade e depravados.
A bem da verdade, todos os governos impuseram contingenciamentos de recursos à educação.
Mas, não com alarde e como forma de pressionar aprovação de reforma. Muito menos desqualificando estudantes, professores e o que produzem.
Nunca de forma generalizada, por tempo indeterminado e com a intenção de provocar pânico.
Quem foi protestar contra os bloqueios, pediu respeito.
Teve gente chorando no encerramento do ato no prédio histórico da Universidade Federal de Rondônia, ao cair a tarde feito um viaduto.
A resposta que o presidente deu às multidões que foram às ruas potencializou tristeza e raiva.
‘Idiotas úteis’, disse Bolsonaro.
Inegável que temos muitos, mas não os que perseguem o saber e sim, os que elegeram um idiota inútil presidente.
Todos estamos sendo feitos de idiotas por ele.
Todos suportamos feito idiotas a ausência de representação política em defesa da UNIR, do IFRO e dos trabalhadores.
Os eleitos deviam estar com os ofendidos nas ruas e nos parlamentos, exigir respeito.
Repito, nas ruas. Nesses atos grandiosos que fizeram muita gente pensar sobre quão destruidor é eleger quem não pensa na educação.
Quando um ou outro parlamentar abre a boca é para amplificar o ‘mi mi mi’ do presidente e seus ministros de colocar a culpa em governos anteriores para justificar bloqueios que na verdade, são estratégia medíocre, indecente e bruta para aprovar a diabólica reforma da previdência.
“Se a economia tiver um crescimento – e nem é ‘recuperar’ porque estamos em um marasmo a perder de vista – mas se tivermos crescimento econômico com a aprovação da nova Previdência, é só o que falta”, disse Abraham Weintraub, ministro da educação ao anunciar e dizer que pode vir a suspender bloqueios.
A deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO) concordou que a culpa é de governos petistas em sessão que obrigou o ministro a dar explicações sobre os cortes na educação.
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