Quinta-feira, 18 de agosto de 2016 - 19h17

Sim, a presidenta afastada, Dilma Roussef, fez questão do direito às últimas palavras antes da sentença de perda de mandato no Senado Federal.
O desfecho histórico do processo de impeachment, marcado para o dia 25, é bizarro por qualquer ângulo que se olhe, mas sobretudo, pela ausência de crime de responsabilidade e porque mais da metade de seus julgadores respondem a algum tipo de crime, inclusive lavagem de dinheiro com recursos desviados da Petrobras.
Para esse fato, só haverá uma versão da história, já escrita na imprensa internacional, em livros e teses de doutorado em vários países.
Sobre o excêntrico interrogatório a que deve ser submetida, disse: “Nunca tive medo disso. Aguentei tensões bem maiores na minha vida. É um exercício de democracia”.
Aos 20, Dilma suportou o interrogatório dos militares com pau de arara, palmatória, choques e socos que prejudicaram sua arcada dentária lutando por algo que desejava por um fim, a ditadura.
Agora tem quase 70 e luta pelo que não quer perder, a democracia.
Queiram ou não queiram os ‘juízes’, a decisão de fazer a própria defesa no plenário do Senado, a coloca na história como uma mulher valente que teve seu lugar tomado por um homem que tem medo de vaia.
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