Segunda-feira, 30 de janeiro de 2017 - 21h13
FRASE DE HOJE:
"O juiz não pode perder a capacidade de julgar, para condenar ou absolver".– Ministro Teori Zavascki.
01-Driblando a crise
Os mercadinhos de bairros surfam na crise com relativa folga usando o que seria um ponto fraco –tamanho – como ponto forte. As indústrias os viram quando o consumidor passou a buscar nas grandes redes apenas as ofertas em promoção e comprar o essencial perto de casa. Os nanicos em Porto Velho montaram uma aliança informal que lhes possibilitava estar na mídia em especial a mídia social partem para algo bem criativo. Vem aí a rede “Super Forte”. Estruturas individuais ligadas a um comando central para barganhar, reduzir custos de compras e trocar experiências.
02-Abuso togado I
A decisão liminar do ministro do STF Luiz Fux, o auxílio-moradia de R$ 4,3 mil, aos magistrados do país ajudou no pagamento de benefícios e verbas indenizatórias de magistrados e servidores do Judiciário. R$ 1,7 bilhões – 30% a mais entre 2014 e 2015 – apoitaram nos holerites da “tchurma da toga” e boa parte não entra no calculo do limite do teto constitucional de R$ 33,7 mil e sem comprovação do gasto. Eita nóis... Uma festa a rigor para poucos e bons. Of course meu bixin...
03-Abuso togado II
Precisando de cortina de fumaça para ocultar estripulias Renan Calheiros formou em novembro uma comissão para debater o tema. Cabas voaram e as entidades de classe viram como retaliação em razão da Lava Jato. Não há regra para conceder benesses via penduricalhos. O TJ Militar(?) de São Paulo lascou 20%. O TJ do Ceará “só” 5%. Rondônia também entra na farra. Tem “capa preta” que bate “facin facin R$50 paus”. No STF, discute-se em “petit comité” a reforma da Loman Lei Orgânica da Magistratura Nacional, de 1979. E como ninguém fiscaliza o fiscal, taí o desmantelo...
04-“Espreme gata” na TPP
O Brasil quer fazer o joguinho de crianças espremendo-se num banco para ver quem sai e nossos exportadores pressionam pelo espaço com a saída dos EUA da Parceria Transpacífico. “O governo precisa ir para cima e aproveitar a oportunidade. Esse é o caminho racional”, diz Francisco Turra do setor de carnes. Igual visão tem os produtores e exportadores de café e milho. Com o modelo da TPP importadores como EUA, Japão e Canadá teriam acesso facilitado ao café do Vietnã e do Peru. No milho, os brasileiros perderiam espaço para grãos exportados por Peru, EUA e México. Tradução a hora é já e o Brasil não pode vacilar. “Cochilou o cacimbo como cai”, diz Zé de Nana.
05-Cobertor curto I
35,4% das pequenas empresas que aderiram ao Simples estão penduradas na Receita Federal. Das cerca de 5 milhões de optantes, 1,77 milhão “roeu a corda” na hora do pagamento e somam R$49 bilhões em impostos atrasados. Tentando amenizar a Receita Federal tem chamado os maiores devedores para renegociar o que pode ser feito em até 120 meses. O calote cresceu primeiro com os indicadores deteriorados após 2012, mais ainda entre 2014 a 2016, virou uma bola de neve. Os dados do Banco Central mostram que a conta garantida – cheque especial da pequena empresa – chega a ter juro anual de 240%. Melhor atrasar o Simples cuja multa é 20% e juro Selic perto de 13%. Zé de Nana meu assessor de economia economiza até no vaticínio: “dos males, o menor”.
06-Cobertor curto II
Pesquisa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor revela: “na briga da maré com a pedra o marisco leva a pior”. 60,85 que tentam negociar com financeiras caem do cavalo. Como os bancos terceirizam a cobrança é muito difícil transferir a dívida e como os bancos não negociam o atraso, nova queda do cavalo. E aí é o constrangimento diário das ligações telefônicas pressionando pela solução inexistente. “Há um descolamento muito grande entre o discurso e a prática dos bancos. O consumidor têm dificuldade para renegociar dívidas”, diz Ione Amorim, economista-chefe do Idec. Dureza para os 59,6 milhões de consumidores negativados na base de dados da Serasa.
07-Cobertor curto III
Perdas com as grandes empresas em recuperação judicial ou envolvidas na Lava Jato, os maiores bancos do Brasil – Itaú, Bradesco e Santander – se organizam para evitar a hecatombe num efeito cascata, focando na reestruturação dessas empresas. O temor é que casos como Oi e Sete Brasil cujas dívidas somam R$ 85 bilhões apareçam contaminando mais a lista crítica do mercado que já tem cerca de R$ 300 bilhões em dívidas, fora Oi e Sete. Além das empresas devedoras, os bancos olham setores de maior exposição como construção, infraestrutura, varejo, revenda de carros e mercado imobiliário. Na receita de ajuda, ativos como garantia, alongar dívidas e investidores.
08-Oh hot day!
Um olhar para dentro dos presídios mostra as mudanças que estão ocorrendo no país. Hoje foi a vez de Eike Batista entrar em Franco da Rocha, um presídio comum e superlotado, sem qualquer sala especial. Também hoje a presidente Carmem Lúcia do STF numa canetada homologou todas as 77 delações de executivos da Odebrecht. Captopril, Rivotril, Daforin, Viagra e o Imosec contra cagaço vão sumir das farmácias. O bicho pegou: é uma dentro e dezenove arrodeando. Ara sô!
09-Fechando a conta e passando a régua:
Eike Batista que estava no presídio Ari Franco acaba de ser transferido para o presídio Bangu-9 ou caso prefiram e, apenas para homenagear o ilustre reeducando, Bangu IX. Para não dizer que não houve nada, o Eike saiu diferente: totalmente careca. E aí véio será que ele passou no vestibular para engenharia de minas ou geologia? A presidente do STF, ministra Carmem Lúcia homologou todas as delações dos executivos da Odebrecht, mas manteve o sigilo. Pergunto: até da parte que todos sabem e os nomes de 52 pessoas? O que fazer com o vazamento amplo, geral e irrestrito?
10-Zé de Nana e um projeto para o Prédio do Relógio
“Em cima UFC. Em baixo buteco, sinuca e capoeira. No pátio pastel e rinha de galo. E zéfini!”
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