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Gente de Opinião

Hiram Reis e Silva

Um Caminho Para o Brasil


Um Caminho Para o Brasil - Gente de Opinião

Bagé, RS, 26.01.2026

 

Vamos continuar reproduzindo as reportagens da Revista Manchete:

 

 

Manchete n° 879, Rio de Janeiro, RJ

Sábado, 22.02.1969

 

Paraná, a Ordem é Progresso

 

 

O Governador Paulo Pimentel, ao Completar o 3ª Aniversário de sua administração, Afirma:

“Aqui Reinam o Otimismo e a Confiança”

 

O Paraná cresce. E o seu crescimento está ligado ao esforço que, no momento, vem sendo desenvolvido pelo Governo Federal. Ao completar três anos de administração, o Governador Paulo Pimentel mostra o que é a nova realidade de seu Estado.

 

No Paraná reinam otimismo e confiança. Nada perturba a ordem e tudo convida ao progresso. Graças a esse clima é que o Governo Estadual, nestes três anos, desde o primeiro dia, está podendo construir uma imagem de trabalho e tranquilidade que envolve nossa paisagem social e humana e da qual muito nos orgulhamos. Não se promove o desenvolvimento sem esforço e sacrifício. Hoje, mais do que ontem, o Paraná está disposto a arcar com os ônus que lhe couberem para que a Nação vença as suas dificuldades estruturais e possa, afinal, atravessar as barreiras do subdesenvolvimento. A prova disso é, sem dúvida, a vitória maciça que o Governo obteve nas eleições municipais de novembro último.

 

Com o mesmo otimismo, o Governador anuncia, então, algumas medidas já adotadas e outras que, dentro dos programas em execução, justificam, plenamente, a ideia formada de que o Paraná é um Estado rico.

 

A nossa taxa anual de crescimento demográfico é uma das mais altas do País. Capitais particulares e novas indústrias são atraídos e aqui se instalam. Já não vivemos na dependência exclusiva de um só produto agrícola. Com a política de diversificação de culturas, alcançamos a primeira posição como produtores de algodão. De trigo, até pouco éramos produtores incipientes, de pequena expressão. Hoje colhemos o suficiente para nos colocarmos como segundo produtor do País.

 

Tudo isso exige mais estradas pavimentadas, mais energia elétrica, mais escolas e faculdades, melhores meios de telecomunicação. E o que estamos fazendo, com prioridade nos recursos para investimentos, combate ao empreguismo e dando ritmo acelerado ao programa de obras essenciais.

 

Ao lado da captação de recursos externos, nacionais e estrangeiros, estamos mobilizando a poupança interna para inversões reprodutivas. O Banco do Estado encerrou 1968 com depósitos da ordem de 240 milhões de cruzeiros novos, com predominância, pela primeira vez, dos depósitos particulares sobre os depósitos públicos. A antiga CODEPAR acaba de ser transformada em Banco de Desenvolvimento do Paraná, o primeiro do seu gênero, com um capital de 120 milhões para incentivo à industrialização. Este ano vamos aplicar mais recursos no setor privado da economia para fortalecer a área empresarial e ampliar o mercado de trabalho.

 

Superamos, em três anos, em quase todos os setores, as metas previstas para o quinquênio. Só em Educação construímos 13.000 novas salas de aula. Isso significa matrículas para um milhão de crianças no curso primário, respondendo plenamente à demanda escolar. De 26 faculdades existentes no interior, 14 foram criadas pelo atual Governo. É preciso que se abram novas oportunidades num País como o nosso que, atualmente, lança no mercado de trabalho quase um milhão de jovens em idade de produzir. Sempre acreditamos, e nisto temos falado sempre, que é muito mais função social do Estado criar empregos do que simplesmente empregar os seus cidadãos. Mais vale financiar uma indústria do que, simplesmente, abrir vagas nos quadros públicos, comprometendo e tirando a flexibilidade de recursos aplicáveis em outras atividades. Neste sentido, já passamos, no Paraná, das palavras aos fatos. Recentemente, extinguimos cerca de 80% do, total dos cargos públicos que se encontravam vagos. Contivemos, assim, a expansão da máquina burocrática e, deste modo, liberamos recursos preciosos para aplicação em setores produtivos.

 

Sobre, a ação do Governo Federal em seu Estado, o Sr. Paulo Pimentel falou do entrosamento das autoridades do Poder Central com os programas executados no Paraná.

 

Antes de falarmos em discriminação de rendas devemos falar em repartição racional de encargos, pela qual chegaremos à necessária integração de esforços, quer no sentido do custeio, quer no campo dos investimentos, para realizar obras e serviços essenciais, onde eles sejam reclamados. Dessa maneira, certamente corrigiremos os desníveis setoriais, regionais e sociais que produzem no País sucessivas e incessantes tensões políticas. Não é outra a preocupação, do Presidente Costa e Silva, de cujo Governo o Paraná tem recebido todo o apreço e uma considerável soma de benefícios. Bastaria citar, no ano passado, a entrega que ele mesmo fez da rodovia federal de Paranaguá a Curitiba. Este ano a próxima inauguração que fará da BR-277 até Foz do Iguaçu e, ainda em fins de 1969, o início do funcionamento da grande usina Hidrelétrica Capivari-Cachoeira, para a conclusão da qual a ajuda financeira da União está sendo decisiva. (MANCHETE N° 879)

 

(*) Hiram Reis e Silva é Canoeiro, Coronel de Engenharia, Analista de Sistemas, Professor, Palestrante, Historiador, Escritor e Colunista;

 

YYY Coletânea de Vídeos das Náuticas Jornadas YYY

https://www.youtube.com/user/HiramReiseSilva/videos

 

Campeão do II Circuito de Canoagem do Mato Grosso do Sul (1989);

Ex-Vice-Presidente da Federação de Canoagem de Mato Grosso do Sul;

Ex-Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA);

Ex-Pesquisador do Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx);

Ex-Presidente do Instituto dos Docentes do Magistério Militar – RS (IDMM – RS);

Ex-Membro do 4° Grupamento de Engenharia do Comando Militar do Sul (CMS);

Ex-Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS);

Membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil – RS (AHIMTB – RS);

Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS – RS);

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