Quarta-feira, 6 de março de 2019 - 16h09

O bispo Basílio de Cesareia, no
século IV, dizia que “o dinheiro é o cocô do diabo”. Hoje transformadas em objeto
de adoração por muitos e fanáticos fiéis, as fezes diabólicas, ao contrário de produzir
repulsa, causam desejo e ganância. Não poderia imaginar, em tal distância, na
atual Turquia, que numa terra para ele desconhecida, a Amazônia, um dia as
fezes pudessem voltar a simbolizar – mais que isso, produzir – dinheiro.
A revista Biotropica publicou um estudo de pesquisadores ligados ao Instituto
de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) relatando uma experiência que à
primeira vista causa nojo e aversão: os pesquisadores se dedicaram a examinar
com olho científico 163 amostras de cocô de anta. Descobriram ali 130 mil
sementes de 24 espécies vegetais.
A dedução imediata foi que as
fezes do maior herbívoro da América do Sul transportam o milagre da riqueza
pelo efeito de regenerar florestas. Por algum especial milagre, as antas
preferem depositar seus preciosos excrementos repletos de sementes em áreas
degradadas por fogo.
Ali esparramadas, as sementes
cumprirão o papel de futura recuperação da mata. Por ter encontrado riqueza
onde menos se esperava, louve-se a paciência do biólogo Lucas Paolucci, da
Universidade Federal de Lavras, que deu início à pesquisa.
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Muita disposição
A bancada federal de Rondônia
abriu 2019 com muita disposição dos seus representantes. A temporada começou
com a eleição do coordenador de bancada Lucio Mosquini (MDB-RO) e com deputados
e senadores unidos pelas causas do estado, cobrando os altos escalões pela
transposição, solução para a dívida do Beron, definições para a situação das
BRs 319 e 364, etc.
Menos placas
O mês de março começa com enorme
redução de placas de aluga-se e vende-se em Porto Velho. O aluguel residencial
volta a ganhar consistência, enquanto o comercial continua patinando tanto na
região central como nos bairros mais populosos. Em todo caso, com as vendas
melhorando nas casas de materiais de construção, o que se vê é a economia da
capital reagindo.
Àguas de março
As águas de março chegaram com
força, dando sequencia a cheia iniciada, destruindo as plantações dos
ribeirinhos de Porto Velho. Já são grandes as perdas na produção de macaxeira e
banana e na criação de porcos e galinhas.
O comércio da região portuária, que conseguiu se recuperar da treagédia histórica
de 2014 é que mais se ressente com a
nova enchente do Rio Madeira.
Turismo na capital
O que mais se viu nos últimos finais de semana
e feriados na capital rondoniense foi o turismo dos próprios portovelhenses na
região portuária do Cai N’água, para acompanhar a evolução da cheia do
madeirão. Por mais incrivel que possa parecer, os “turistas” nãop são de fora, à
maioria das visitações é de moradores da Zona Leste (Tancredo/JK/Mariana/Ulysses)
e Zona Sul (Eldorado/Caladinho/Cohabs/Castanheira).
O troca-troca
Depois de quase uma semana em
compasso de espera com o carnaval, as atividades políticas seguem na Assembléia
Legislativa e no Congresso Nacional. E a partir do mês que vem terá início
troca-troca partidário por força da recém- criada cláusula de barreira já
visando adequações para as eleições municipais do ano que vem que não terá
coligação para as chapas de candidatos a vereança.
Via Direta
*** A Zona Leste da capital vive uma verdadeira explosão de desenvolvimento
num contraponto ao centro histórico em decadência *** O município de
Machadinho do Oeste já respira com otimismo com relação à construção da Usina
Hidrelétrica de Tabajara já atraindo levas de migrantes *** Já se fala num grande indice de renovação nas cadeiras dos 21
vereadores de Porto Velho no pleito do ano que vem ***É que por lá habita
um bando de chupins inuteis.
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