Quarta-feira, 24 de setembro de 2008 - 09h01
Foi uma verdadeira tocaia da oposição contra o prefeito Roberto Sobrinho (PT). O debate promovido pelo SGC na noite de ontem, serviu para incendiar a campanha 2008 em Porto Velho. Mediado pelo jornalista Domingues Júnior, o confronto se estendeu por três horas e teve lances inflamados entre os candidatos oposicionistas com o prefeito petista Roberto Sobrinho.
O debate se revelou como uma verdadeira tocaia da oposição para o alcaide petista. Não foi a toa que ao final Sobrinho se queixaria da disparidade de forças, que foi “cinco contra um”. Cinco contra um? Sim, pois o candidato David Chiquilito, do PC do B, em momento algum questionou as ações municipais, optando por falar de suas propostas.
O início do debate foi morno e burocrático, mas aos poucos os oposicionistas foram se soltando e o pau cantou. Até o tucano Hamilton Casara, com péssimo desempenho nas pesquisas teve uma boa atuação, sempre buscando encurralar o adversário petista que se defendia bem, no campo de defesa. E as armações se sucediam: Casara botava a bola para Siqueira chutar, Nazif para Garçon, etc.
O debate era uma grande oportunidade, devido a grande audiência da rede TV no horário, para a oposição tentar reverter um quadro desfavorável. As pesquisas de boa procedência indicavam até o confronto, que Roberto Sobrinho ganharia em primeiro turno e, até com uma boa folga, o que é uma baita humilhação para os oposicionistas.
A peleja televisiva teve o dedo dos marqueteiros da oposição que se esfolaram em buscar alguma coisa que colasse nas costas do prefeito Roberto Sobrinho. Até agora nada tinha colado e no debate de terça-feira, eles (os marqueteiros) proporcionaram novidades, buscando causar avarias na campanha do petista visando equilibrar a peleja.
Em tom de escândalo, o candidato Alexandre Brito (PTC), triunfalmente, divulgou um documento dando conta da liberação de diárias no valor de 20 mil dólares para a esposa do prefeito Roberto Sobrinho viajar a Itália “em férias”, tentando com isso jogar o atual administrador contra os servidores municipais. Foi uma carta forte de intriga.
O prefeito respondeu as acusações oposicionistas indignado, em tom de vitima de armação, explicando que a viagem era séria e sua esposa Lucilene Peixoto tinha ido à Itália visando angariar recursos para a implantação de uma casa para atender as mulheres dependentes químicas. O caso pode se transformar num vírus maligno na campanha situacionista, já que a coisa foi montada para render neste final de campanha.
Sobrinho vai precisar de antivírus para o cruzado oposicionista. Se colar a história que sua mulher recebeu o dinheiro para veranear na Europa, conforme a versão adversária, a coisa vai render um bocado nos próximos dias. Nesta altura da campanha todo o cuidado é pouco e o inimigo esta aí, a espreita, para tumultuar a vida do favorito.
Como numa boa tocaia, os candidatos da oposição desembarcaram na rede TV com papéis definidos e previamente tratados – exceto David Chiquilito que agiu como coleguinha de Sobrinho. Adilson Siqueira, com malária, rendeu menos do que se esperava, mas isso foi compensado pela língua afiada de Hamilton Casara e Alexandre Brito.
Com desempenho bem equilibrado e fazendo valer de sua experiência, Mauro Nazif (PSB), que despencou nas pesquisas, pode até recuperar terreno, já que deixou a melhor impressão. Taticamente Casara foi bem: pau no prefeito, mas pau também na administração estadual quando tratou do tema segurança pública. Brito foi teatral e lhe coube o papel de verdugo do prefeito, tentando irritar o alcaide todo o tempo.
Discreto, o deputado federal Lindomar Garçon (PV) não foi brilhante, mas já melhorou em relação a confrontos anteriores. Caso haja segundo turno, ele será o grande beneficiado das armações (e nem, tem dedo do Ivo...) de terça-feira. Ele esta em segundo lugar nas pesquisas e já recebe o voto útil, nesta reta final.
Vale lembrar, que foi no horário gratuito e nos debates com a oposição que na campanha passada, o candidato Mauro Nazif, o grande favorito despencou. O jogo é mais ou menos, a mesma coisa, com a diferença que o candidato petista mostra muito mais consistência para ganhar esta eleição. Seja em primeiro, ou em dois turnos.
Fonte: Carlos Sperança/Gentedeopinião
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