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Carlos Sperança

A comunicação deficiente de Marcos Rocha - As intenções americanas - Operação de guerra - Os trapalhões


A comunicação deficiente de Marcos Rocha - As intenções americanas - Operação de guerra - Os trapalhões  - Gente de Opinião

As intenções americanas

“O Brazil não conhece o Brasil”, diz o primeiro verso da canção Querelas do Brasil, de Maurício Tapajós e Aldir Blanc, gravada em 1978. Quatro décadas depois, o desconhecimento continua. Ao pretender usar a Amazônia para seus propósitos, no caso da Venezuela, os EUA acharam que o apoio do Brasil ao EUA bastaria para que suas forças militares  penetrassem no país vizinho em mais uma aventura bélica estadunidense.

Conhecessem melhor o Brasil, saberiam que a intenção de usar nosso território para seus objetivos particulares iriam esbarrar nos militares brasileiros, que unem nacionalismo, respeito à Constituição e aos princípios internacionais consagrados no âmbito da ONU.     

Nem os EUA nem os próprios brasileiros conhecem o Brasil. Relatório do Instituto Centro de Vida aponta que volume reduzido de dados da Amazônia está disponível para consulta: menos de terça parte do pouco que já foi possível saber sobre a desafiadora realidade amazônica.

Além de saber pouco e disponibilizar menos ainda o que já sabem, as autoridades transparecem a intenção de ocultar o conhecimento, já que apenas 53% dos pedidos de informações públicas feitos via Lei de Acesso à Informação foram respondidos dentro do prazo e de forma satisfatória.

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Operação de guerra

As famílias dos soldados do Exército envolvidos na operação de guerra para garantir a segurança do presídio federal de Porto Velho, que como se sabe é ameaçado de invasão por forças mercenárias de resgaste do crime organizado estão preocupadas com o isolamento criado pela corporação. Os contatos pessoais têm sido restritos e vigiados, até como a entrega de roupa, bolachas, etc.

Os trapalhões

Mesmo com filhos trapalhões e com alguns ministros avoados, os dois primeiros meses de gestão do presidente Bolsonaro, repleto de idas e vindas e prejudicado pelos cuidados hospitalares que foi obrigado a seguir em virtude da facada no bucho, não foram tão afetados. Têm um porta-voz seguro e um vice-presidente moderado para ajudar. Vamos ver como  Bolsonaro vai se comportar na articulação com o Congresso depois do carnaval.

A comunicação

Sem o carisma, a liderança e a capacidade de articulação de ex-governadores, como Ivo Cassol (PP) e Confucio Moura (MDB), o atual governador Marcos Rocha (PSL) completa dois meses de gestão organizando a equipe e compondo os quadros da sua administração. No entanto, ainda se constata visiveis deficiências no campo da comunicação com a população e na esfera de relacionamento com a classe política.

Toma lá, dá cá!

O presidente Jair Bolsonaro e os governadores do PSL já se obrigam ao velho esquema do toma lá, dá cá, na mesa das negociações com congressistas e nas assembléias legislativas com deputados estaduais. Trata-se da liberação de recursos de emendas parlamentares, como moeda de troca para a aprovação de projetos de interesse do Paácio do Planalto – caso da reforma da Previdencia - e nos estados com governadores.

O prestígio

 Em Brasília, o deputado federal Mauro Nazif (PSB) que não foi bem como prefeito em Porto Velho, vai recuperando o prestígio, agora como legislador voltado às causas rondonienses. Nazif sempre trabalhou bem no Legislativo e os seguidos mandatos como vereador, deputado estadual e federal comprovaram sua eficiência. Mas o povão queria conferir como ele seria no Executivo e se deu mal.

Via Direta

*** Com todo cuidado, o governador de Rondônia Marcos Rocha segue alinhando uma base confiável na Assembléia Legislativa *** Vamos ver como se comportará na condição de domesticador de serpentes *** Em Ji-Paraná começam as articulações para a sucessão do prefeito Marcito Pinto (PDT) *** Também em Vilhena, na toada de eleição municipal, o deputado Luizinho Goebel (PV) abre as tratativas para disputar a prefeitura local.    

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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