Porto Velho (RO) quinta-feira, 26 de maio de 2022
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Carlos Sperança

Recuar para avançar + PT monta sua estratégia + Os ex-prefeitos + Dois candidatos de Ji-Paraná


Recuar para avançar + PT monta sua estratégia + Os ex-prefeitos + Dois candidatos de Ji-Paraná - Gente de Opinião

Recuar para avançar

Sempre que o governo volta atrás, a primeira impressão é de desarranjo entre as partes que compõem a administração: ora entre as alas que dirigem a política do Palácio do Planalto, ora entre estas e os ministérios técnicos, sem contar as vezes em que todos trombam com todos. Ao cancelar sete polêmicas autorizações concedidas para garimpo de ouro em região do Amazonas onde vivem 23 etnias, o ministro do GSI, general Augusto Heleno, agiu corretivamente e evitou mais bate-cabeça.

As autorizações iniciais enfrentaram forte resistência interna e externa. Como, nos termos da Constituição, a gestão interna cabe ao Palácio do Planalto, antes que mais uma vez a coisa caia no STF e alimente bate-boca no Congresso, recuar de medidas que ultrapassam eventualmente os limites do bom senso não é derrota: é corrigir e acertar. É a batida de martelo em favor da democracia, até porque 2022 é ano de pactuar rumos e opções.  

Por conta disso, a correção serve, se ainda não para melhorar de vez a péssima imagem do Brasil no exterior, ao menos para indicar que o país está disposto a fazer seu melhor para cumprir as metas consensuais: a bioeconomia como linha geral para a produção de riquezas, a inclusão dos povos da floresta e a melhora do clima. São metas saudáveis e democráticas. Sua concretização, não importa quantos recuos sejam ainda necessários, será a vitória do interesse nacional.

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Eleições 2022

Apostando em uma nova onda vermelha, o PT monta sua estratégia para eleger seu candidato ao governo de Rondônia, o ex-deputado federal Anselmo de Jesus, o ungido do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva em nosso estado. É uma candidatura de oposição ao governo Marcos Rocha e ao presidente Jair Bolsonaro, mas também mira suas baterias para um rival das suas bases, o senador Marcos Rogério que está ingressando no PL. A dobradinha ao Senado é com o dirigente Ramon Cujui, tendo a ex-senadora Fatima Cleide como postulante a Câmara dos Deputados.

Dois candidatos

O município de Ji-Paraná, segundo maior colégio eleitoral do estado, comparece as eleições de outubro com dois candidatos a governador. O senador bolsonarista Marcos Rogério (PL) e o lulapetista, ex-deputado federal Anselmo de Jesus. Não é a primeira vez que a capital da BR lança dois candidatos na disputa estadual, pois em 2002, teve o enfrentamento do então governador José de Abreu Bianco com o atual senador Acir Gurgacz. O racha do eleitorado local é uma ameaça aos dois candidatos que buscam vaga ao provável segundo turno do pleito deste ano.

Os ex-prefeitos

Acreditando numa retomada de suas carreiras políticas, os ex-prefeitos Carlinhos Camurça (Porto Velho), Ernandes Amorim (Ariquemes), Milene Mota (Rolim de Moura), José Amauri (Jaru), Carlos Magno (Ouro Preto do Oeste), entram na peleja por cadeiras da Assembleia legislativa e a Câmara dos Deputados nas eleições de outubro. Alguns com chances, outros já em plena decadência depois de algumas derrotas sucessivas e com dificuldades de voltar ao pódio. De qualquer forma são políticos experientes e em condições de dar a volta por cima.

Com dificuldades

Se tratando da disputa das oito cadeiras a Câmara dos Deputados destinadas a Rondônia no pleito 2022, ex-parlamentares como Lindomar Garçom (Porto Velho), Luís Claudio (Rolim de Moura) e Nilton Capixaba (Cacoal) lideram os entendimentos para a formação de um “Frentão” em condições de eleger pelo menos dois parlamentares. Capixaba está inelegível, neste caso lançaria sua esposa para disputar o pleito nesta verdadeira federação de partidos que para se reforçar tenta atrair pelo menos dois deputados federais com mandato para um chapão.

Dois vices

Na primeira eleição do estado de Rondônia, Ji-Paraná, na época um grande município também territorialmente, reunindo várias cidades da BR, elegeu dois deputados federais, Assis Canuto (PDS), que já tinha sido prefeito de Ji-Paraná e o então jovem advogado Orestes Muniz (MDB). Por coincidência em eleições seguintes seriam eleitos também vice-governadores. Orestes Muniz foi vice de Jeronimo Santana, eleito em 86 e Assis Canuto, vice de Oswaldo Piana, em 90, o governador do “Linhão”. Tradicionalmente Jipa tem emplacado parlamentares combativos, como Edson Fidelis, Mirandinha, mais recentemente Marcos Rogério (hoje senador) e a atual deputada Silvia Cristina (PDT).

Via Direta

*** De asas crescidas, depois de emplacar a esposa Carla na prefeitura de Ariquemes, o deputado estadual Alex Redano,  atual presidente da Assembleia Legislativa estuda uma candidatura ao Senado *** Com a regionalização das candidaturas é previsível grande fragmentação de votos, Redano também tem suas chances, já que o Vale do Jamari é a região com o maior eleitorado dos  mais importantes polos regionais de Rondônia *** Se fizer o dever de casa, ganhando bem na sua região e abiscoitando alguma coisa na capital e na Bacia Leiteira terá boas chances de levar a melhor sobre a concorrência *** Além disto Redano tem forte penetração no eleitorado evangélico em todo o estado, que corresponde a 33 por cento dos eleitores rondonienses. É osso no caminho de Raupp, Expedito, Bagatolli e Daniel Pereira.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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